Ao Conselho de Ética, Eduardo Cunha nega conta no exterior e reafirma trust

Ao Conselho de Ética, Eduardo Cunha nega conta no exterior e reafirma trust

Presidente afastado da Câmara enfrenta um processo que pode resultar na cassação de seu mandato como parlamentar

Redação

19 de maio de 2016 | 10h00

Eduardo Cunha fala ao Conselho de Ética. Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados

Eduardo Cunha fala ao Conselho de Ética. Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados

O ex-presidente da Câmara e deputado federal afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) falou nesta quinta-feira, 19, ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar. Eduardo Cunha chegou às 9h23 ao Plenário 2, onde ocorre a reunião, que estava marcada para as 9h30 e começou às 9h37.

O deputado afastado fez sua defesa no colegiado. Eduardo Cunha enfrenta um processo que pode resultar na cassação do seu mandato como parlamentar.

Cunha responde a processo por quebra de decoro por supostamente ter mentido à extinta Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, ao afirmar que não possuía contas no exterior. Ele alega que não mentiu à CPI porque não se tratava de conta no exterior e sim de truste do qual ele é usufrutuário.

Nesta manhã, Eduardo Cunha voltou a negar ser o titular de contas bancárias no exterior. Cunha reafirmou há pouco o argumento de sua defesa de que ele não é dono de conta, e sim beneficiário de um truste.

“Não existe prova de conta. Eu não detenho conta no exterior na minha titularidade”, afirmou Cunha. “Não tenho nenhuma conta que não esteja declarada no meu Imposto de Renda”

“Efetivamente, não há a obtenção de qualquer prova que mostre minha propriedade de conta. Eu não escondi de ninguém a existência do truste. O patrimônio não me pertence. Não sou eu o autorizado, nunca fui, a movimentar [os recursos do truste]. Considerar isso como conta bancária igual a qualquer uma, que você assina o cheque e saca, ou o banco assina a sua ordem, é absurdo”, argumentou.

Segundo o presidente afastado da Casa, o processo no Conselho de Ética tem “diversas nulidades e irregularidades” e faz parte de um jogo político.

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