Ao negar Lula no velório do irmão, PF diz que deslocou helicópteros para Brumadinho

Ao negar Lula no velório do irmão, PF diz que deslocou helicópteros para Brumadinho

Decisão administrativa da Polícia Federal embasou despacho da juíza da Vara de Execuções Penais de Curitiba, Carolina Lebbos, que rejeitou pedido de Lula

Luiz Vassallo, Ricardo Brandt, Paulo Roberto Netto e Fausto Macedo

30 de janeiro de 2019 | 05h35

Lula. Foto: Reprodução

Ao indeferir pedido do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ir ao velório de seu irmão Genival Inácio da Silva, o Vavá, falecido nesta terça-feira, 29, a Polícia Federal ressaltou que os helicópteros da corporação, que poderiam ser usados para o transporte do petista, foram deslocados para os trabalhos de regate e assistência às vítimas de Brumadinho, Minas Gerais. A PF ainda ressaltou as dificuldades de policiamento e de garantia da integridade do próprio ex-presidente. O ofício embasou a decisão da juíza da Vara de Execuções Penais, Carolina Lebbos, que rejeitou pedido de Lula para ir ao velório do irmão.

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Em decisão administrativa, o superintendente da Polícia Federal no Paraná,  Luciano Flores de Lima, afirmou que o ‘deslocamento por si só resta inviabilizado, seja porque os helicópteros da PF estão sendo utilizados no momento em Minas Gerais, para auxiliar nos resgastes de Brumadinho, seja pela ausência de tempo hábil para o deslocamento da única aeronave da PF disponível no momento’.

O delegado ainda afirmou que, mesmo se houvesse a disponibilidade de aeronaves, ‘a distância entre o ponto mais provável de pouso de helicóptero e o local dos atos fúnebres é de aproximadamente 2 km, percurso que teria que ser feito por meio terrestre, o que potencializa dos riscos já identificados e demanda um controle e interrupção de vias nas redondezas” conforme apontado acima pelo levantamento da DIP [Departamento de Inteligência]’.

Um relatório da inteligência da diretoria de inteligência da PF ainda levou em consideração três situações de risco: “1 – Fuga ou resgate do ex-presidente Lula; 2 – Atentado contra a vida do ex-presidente Lula; 3 – Atentados contra agentes públicos; 4 – Comprometimento da ordem pública; 5 – Protestos de simpatizantes e apoiadores do ex-presidente Lula; 6 – Protestos de grupos de pressão contrários ao ex-presidente Lula”.

O superintendente da PF no Paraná viu ainda a ‘ausência de policiais disponíveis tanto da PF quanto da PC e PM/SP para garantir a ordem pública e a incolumidade tanto do Ex-Presidente quanto dos policiais e pessoas ao seu redor’.

Apontou também ‘as perturbações à tranquilidade da cerimônia fúnebre que serão causadas por todo o aparato que seria necessário reunir para levar o ex-Presidente até o local’.

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