Antes de decidir sobre transferência de Roberto Jefferson a hospital particular, Alexandre pede que presídio informe estrutura para exames

Antes de decidir sobre transferência de Roberto Jefferson a hospital particular, Alexandre pede que presídio informe estrutura para exames

Defesa do ex-deputado e presidente afastado do PTB diz que ele está sem diagnóstico mesmo após febre persistente e sintomas respiratórios

Rayssa Motta

11 de janeiro de 2022 | 21h59

Roberto Jefferson está preso desde agosto no inquérito das milícias digitais. Foto: Reprodução / Twitter

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 24 horas para o diretor do Complexo Penitenciário de Bangu, onde o ex-deputado federal Roberto Jefferson (PTB) está preso, informar se o hospital interno tem estrutura para oferecer exames solicitados pela defesa do petebista.

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Preso desde agosto, Roberto Jefferson teve febre e sintomas respiratórios, o que levou seus advogados a pedirem nova transferência a um hospital particular. A defesa alega que ele ainda não recebeu um diagnóstico e alerta para o cenário de pandemia da covid-19 e surto de influenza.

Em setembro, o ex-deputado chegou a ser internado no Hospital Samaritano, na zona oeste do Rio, onde passou por um cateterismo e depois foi mandado de volta ao presídio. Enquanto esteve internado, chegou a gravar um vídeo em que afirmou ‘orar em desfavor do Xandão’, apelido que usa para se referir a Alexandre de Moraes, e disse que ‘a tirania se esmaga bem’.

Afastado da presidência do PTB, sob suspeita de usar a estrutura da sigla e recursos do fundo partidário para disparar notícias falsas e atacar instituições democráticas nas redes sociais, o ex-deputado é investigado no inquérito das milícias digitais, que se debruça sobre a atuação de grupos bolsonaristas na internet. A suspeita é que apoiadores do presidente tenham se organizado para investir contra a democracia. A apuração também investiga se a articulação recebeu dinheiro público.

Aberta a partir do compartilhamento de provas de outro inquérito, o dos atos antidemocráticos, a investigação das milícias digitais foi prorrogada nesta semana, por mais 90 dias. Com isso, a Polícia Federal seguirá no encalço de apoiadores do governo pelo menos até abril.

No mês passado, em mais uma derrota judicial, o pedido de Roberto Jefferson para ser colocado em liberdade foi negado por Moraes. Na ocasião, o ministro alegou que a prisão continua ‘necessária e imprescindível’ para o andamento das investigações.

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