‘Ante a situação alarmante’

‘Ante a situação alarmante’

Leia o apelo dramático do delegado-geral de Polícia-Adjunto em exercício Waldir Antonio Covino Junior para que todos os cardeais da instituição entreguem plano de contingência até o dia 29

Felipe Resk e Marco Antonio Carvalho

25 Julho 2017 | 19h21

A crise financeira pegou em cheio a Polícia Civil de São Paulo. Em circular encaminhada na segunda-feira, 24, a todos os diretores de Departamentos da instituição, o delegado-geral de Polícia-Adjunto em exercício Waldir Antonio Covino Junior pede a apresentação de um plano de contingência até esta sexta, 28.

“Ante a situação alarmante, para orientação de expediente a ser elaborado pela Delegacia-Geral de Polícia, solicito seja efetivada, sob coordenação dessa Diretoria, verificação nas contas das unidades de despesa, necessidades e compromissos assumidos”, escreveu Covino Junior.

O chefe da Polícia quer saber ‘quais atendimentos serão suspensos e os períodos respectivos’. E a partir de quando não mais será possível abastecer viaturas e aeronaves.

COM A PALAVRA, MÁGINO ALVES BARBOSA FILHO, SECRETÁRIO DA SEGURANÇA PÚBLICA DE SÃO PAULO

A Secretaria da Segurança Pública informou que já está em fase final de tramitação a aprovação do crédito suplementar para o custeio necessário. Na tarde desta terça-feira, 25, o secretário da Segurança, Mágino Alves Barbosa Filho, classificou como ‘precipitado’ a mensagem de Covino Junior.  “Isso é uma precipitação da Delegacia-Geral adjunta de soltar esse email porque havia já um crédito suplementar de R$ 4.134.310. Ficou evidente a precipitação desse pedido de suplementação, já que o crédito tramita desde 2 de junho”, disse o secretário na sede da pasta, no centro da cidade.

Mágino disse que o dinheiro estará à disposição ’em pouco tempo’, sem apresentar um prazo específico.

Concurso. O documento de Covino Junior veio à tona no mesmo dia em que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) divulgou um ‘pacote de segurança’ para a Polícia Militar.

Além da compra de 72 viaturas para o Comando de Policiamento da Capital (CPC), o governador autorizou a abertura de concurso público para 2,2 mil soldados e 221 oficiais da PM. O Estado também divulgou redução do prazo para que aspirantes sejam promovidos a oficiais, de um ano para seis meses.

“O dr. Mágino (Alves Barbosa Filho, secretário da Segurança Pública) já abriu licitação, então em setembro chegam mais 350 viaturas para a Polícia Militar e em outubro mais outro tanto”, afirmou Alckmin nesta terça-feira, 25. “E ele vai poder licitar a compra de motocicletas, vamos reforçar a Rocam (Ronda Ostensiva Com Apoio de Motocicletas), que é o policiamento de moto, que é muito ágil e faz o policiamento preventivo, ostensivo.”

Questionado sobre a abertura para contratação, enquanto os policiais estão em campanha salarial, Alckmin afirmou ter analisado o orçamento. “Governar é escolher, então nós raspamos o fundo do tacho para poder reforçar a segurança pública”, disse. “Já tínhamos nomeado, tomarão posse agora em agosto, os policiais civis, delegados, investigadores, escrivães e polícia técnica-científica. Agora, estamos autorizando concurso para a Polícia Militar.”

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