Anjos e Sepulcro Caiado miram prejuízo de R$ 26 milhões ao INSS

Anjos e Sepulcro Caiado miram prejuízo de R$ 26 milhões ao INSS

Operações da Polícia Federal cumprem nove mandados de prisão preventiva

Daniela Amorim/RIO, Luiz Vassallo e Fausto Macedo/SÃO PAULO

26 de abril de 2018 | 08h25

Documentos apreendidos durante operação

A Polícia Federal no Rio deflagrou, nesta quinta-feira, 26, as operações Anjos e Sepulcro Caiado, contra supostas fraudes em mais de 140 benefícios do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Segundo a PF, o prejuízo ao órgão pode chegar a R$ 26 milhões.

+ Operação desarticula esquema que deu prejuízo de R$ 60 milhões ao INSS

A Força Tarefa Previdenciária no Rio de Janeiro, integrada pela PF, pelo Ministério Público Federal e pela Coordenação de Inteligência da Previdência Social (COINP/INSS), conduz as ações. 300 policiais federais cumprem os mandados, na manhã de hoje, com apoio de 12 servidores da COINP/INSS.

+ Nova ferramenta do INSS mostra quanto tempo falta para se aposentar

De acordo com a PF, a Sepulcro Caiado cumpre 32 mandados de busca e apreensão nos municípios do Rio de Janeiro (capital), Duque de Caxias, São João de Meriti, Paracambi, Sepetiba, Niterói, São Gonçalo, Cabo Frio e Araruama; e 3 mandados de prisão preventiva. Os mandados foram expedidos pela 10º Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

“Nessa ação, é investigada a atuação de uma organização criminosa, que contava com a participação de um servidor do INSS, na produção e na utilização de documentos falsos para a obtenção de benefícios previdenciários”, afirma a corporação, por meio de nota.

A PF ainda revela que ‘outros dois servidores do INSS, um deles já demitido por corrupção, também participavam das fraudes’. “Mais de 80 benefícios são suspeitos. Estima-se em 14 milhões de reais o prejuízo causado à autarquia previdenciária, nesse caso”.

Na Operação Anjos, a Força Tarefa investiga uma suposta quadrilha especializada em fraudar pensões da previdência social que atuava, ao menos, desde 2015. De acordo com a PF, são cumpridos 6 mandados de prisão preventiva e 19 mandados de Busca e Apreensão nos municípios do Rio de Janeiro (capital), Nilópolis, Mesquita e Nova Iguaçu. Os mandados foram expedidos pela 6º Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

“Nessa ação, as investigações da PF indicam que os investigados criavam casamentos entre pessoas já falecidas, gerando beneficiários fictícios para receberem as pensões do INSS, autorizadas sempre em seu valor máximo. Integram a quadrilha, advogados, falsificadores e empresários. O prejuízo estimado ao INSS é de 12 milhões de reais”, afirma a corporação.

A PF ainda diz que o ‘líder da quadrilha é um advogado, ex-servidor do INSS, já demitido da autarquia por corrupção, que continuou atuando em diversas fraudes, inclusive representando pessoas fictícias (fantasmas) em ações previdenciárias na Justiça’.

Segundo a autoridade policial, as ‘duas operações são deflagradas em conjunto com em razão do compartilhamento de provas entre elas’.

A PF explica que Sepulcro Caiado é uma expressão bíblica que indica algo que, por fora, exibe boa aparência, porém tendo um interior impróprio. “Trata-se de uma referência aos benefícios fraudados que, formalmente, aparentavam estar adequados aos procedimentos concessórios, porém materialmente eram fraudulentos”.

Já o nome da Operação Anjos, de acordo com a PF, é ‘uma referência a um dos tipos de fraude cometida pela quadrilha em que os benefícios eram criados vinculados a crianças fictícias, com o objetivo de majorar o valor de recebimento das pensões fraudadas’.

Tudo o que sabemos sobre:

INSS

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.