Anexo 16: Michel Temer e o ‘escândalo’ da aquisição de etanol na BR Distribuidora

Anexo 16: Michel Temer e o ‘escândalo’ da aquisição de etanol na BR Distribuidora

Vice-presidente da República também foi citado na delação de Delcídio como padrinho de ex-diretor da Petrobrás no período FHC

Adriano Ceolin, Fábio Fabrini e Mateus Coutinho

15 de março de 2016 | 17h21

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No anexo 16 da delação premiada de Delcídio Amaral, um capítulo dedicado ao vice-presidente Michel Temer (PMDB/SP). O título do documento é: “Michel Temer e o escândalo da aquisição de etanol na BR Distribuidora.”

“Delcídio do Amaral sabe que um dos maiores escândalos envolvendo a BR Distribuidora foi a aquisição ilícita de etanol no período de 1997 a 200l”, diz o anexo 16.

O TRECHO DO DEPOIMENTO QUE CITA O ESCÂNDALO DA VENDA DE ETANOL

“O principal operador desse esquema foi João Augusto Henriques (ex-diretor da BR Distribuidora), atualmente preso por ordem judicial da 13.ª Vara Federal da Subseção Judiciaria de Curitiba. A ilicitude ocorreu durante o governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB). O ‘padrinho’ de João Henriques no esquema do etanol foi Michel Temer, atual vice-presidente da República. A relação entre João Henriques e Michel Temer é antiga e explica a sucessão de Nestor Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobrás. João Augusto foi o primeiro indicado para essa diretoria para substituir Cerveró, entretanto foi vetado pessoalmente por Dilma Rousseff, substituído por Jorge Zelada, indicação do próprio João Augusto.”

Temer informou, por meio de sua assessoria, que sequer conhecia João Augusto Henriques quando ele foi nomeado para a BR Distribuidora. A informação de que seria o “padrinho” do operador, sustenta o vice-presidente, é falsa.  Temer alega que, no governo Lula, a indicação de João Augusto foi da bancada do PMDB mineiro, e não dele.

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