‘Andrade Gutierrez era deliberadamente remunerada por sua ineficiência’

‘Andrade Gutierrez era deliberadamente remunerada por sua ineficiência’

Leia decisão do Tribunal de Contas da União que bloqueou R$ 508 milhões da empresa por irregularidades relacionadas ao Contrato de Obras Civis da Usina Termonuclear de Angra 3

Luiz Fernando Teixeira

30 de abril de 2018 | 05h17

Angra 3. Foto: Fabio Motta/ESTADÃO

O Tribunal de Contas da União (TCU) decidiu na última semana bloquear até R$ 508,3 milhões em bens da Andrade Gutierrez por suposto superfaturamento no contrato de obras civis da usina nuclear de Angra 3, no Rio de Janeiro.

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A punição da Andrade é a primeira que o tribunal aplica a uma empreiteira alvo da Lava Jato que assinou com o Ministério Público Federal um acordo de leniência – espécie de delação premiada de pessoas jurídicas, que admitem irregularidades e colaboram com a Justiça em troca de redução de penas.

A empreiteira confessou ao MPF e ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que houve pagamento de propina e formação de cartel na licitação para a montagem da usina nuclear. Mas insiste que o contrato das obras civis – fruto de outra licitação – não foi inflado.

COM A PALAVRA, A ANDRADE GUTIERREZ
Na quarta-feira, 25, a empresa afirmou que vai recorrer da decisão do STF. Além disso, avalia a punição do TCU como ‘injusta e contrária ao interesse público, já que ameaça a viabilidade do cumprimento do amplo processo de colaboração que a empresa vem realizando junto aos diversos órgãos e com o TCU’.

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