Andrade Gutierrez diz que não tem ‘relação com fatos investigados’ pela Lava Jato

Andrade Gutierrez diz que não tem ‘relação com fatos investigados’ pela Lava Jato

Presidente e executivos da empreiteira foram presos nesta sexta-feira, 19, na 14ª fase da operação

Redação

19 de junho de 2015 | 10h48

Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez. Foto: Marcos de Paula/Estadão

Otávio Azevedo, presidente da Andrade Gutierrez. Foto: Marcos de Paula/Estadão

Atualizada às 11h05

Por Ricardo Brandt, enviado especial a Curitiba, Julia Affonso, Fausto Macedo e Andreza Matais

A empreiteira Andrade Gutierrez emitiu nota oficial nesta sexta-feira, 19, e declarou que ‘não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato’. O presidente da empreiteira, Otávio Azevedo, e o executivo Flávio Lúcio Magalhães, também da empresa, estão entre os presos da 14ª fase da Operação Lava Jato, deflagrada na manhã desta sexta-feira, 19. Há ainda outro executivo da empreiteira com mandato a ser cumprido pela Polícia Federal.

“A Andrade Gutierrez reitera, como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato, e espera poder esclarecer todas os questionamentos da Justiça o quanto antes”, diz trecho da nota. “A empresa informa ainda que está colaborando com as investigações no intuito de que todos os assuntos em pauta sejam esclarecidos o mais rapidamente possível. Este tem sido, inclusive, o procedimento da companhia desde o início das investigações, atendendo a convocações da Justiça ou comparecendo voluntariamente para apresentar documentos e prestar esclarecimentos, causando estranheza as prisões.”

ESPECIAL: Entenda o esquema investigado pela Lava Jato

Azevedo será levado ainda hoje para Curitiba, sede das investigações. A expectativa é que todos os presos cheguem a Curitiba às 18h.

Segundo o ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa, a empreiteira Andrade Gutierrez pagava propina ao PMDB e ao PP em contratos da sua área, por meio do lobista Fernando Antônio Falcão Soares, o Fernando Baiano – preso desde dezembro de 2014, em Curitiba.

Em declaração prestada aos delegados federais da Operação Lava Jato, Costa afirmou que o suposto operador peemedebista chegou a manter US$ 4 milhões à sua disposição no exterior.

“Deste montante, entre US$ 2 milhões e US$ 2,5 milhões eram oriundos de valores pagos pela Andrade Gutierrez”, afirmou Costa, em depoimento no dia 5 de setembro de 2014.

VEJA A ÍNTEGRA DA NOTA DIVULGADA PELA ANDRADE GUTIERREZ

“A Andrade Gutierrez informa que está acompanhando o andamento da 14ª fase da Operação Lava Jato e prestando todo o apoio necessário aos seus executivos nesse momento. A empresa informa ainda que está colaborando com as investigações no intuito de que todos os assuntos em pauta sejam esclarecidos o mais rapidamente possível. Este tem sido, inclusive, o procedimento da companhia desde o início das investigações, atendendo a convocações da Justiça ou comparecendo voluntariamente para apresentar documentos e prestar esclarecimentos, causando estranheza as prisões. A Andrade Gutierrez reitera, como vem fazendo desde o início das investigações, que não tem ou teve qualquer relação com os fatos investigados pela Operação Lava Jato, e espera poder esclarecer todos os questionamentos da Justiça o quanto antes.”

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