Amigo de Lula pede a Moro para ‘romper o lacre anelar de sua tornozeleira’

Supremo mandou soltar José Carlos Bumlai, que estava em prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico

Julia Affonso e Ricardo Brandt

26 de abril de 2017 | 05h00

Jose Carlos Bumlai FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO

Jose Carlos Bumlai FOTO GABRIELA BILO / ESTADAO


Horas após conseguir um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pediu ao juiz federal Sérgio Moro, que conduz a Operação Lava Jato na primeira instância, que mande ‘romper o lacre anelar de sua tornozeleira’.

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O pecuarista cumpria prisão domiciliar sob monitoramento eletrônico desde novembro de 2016.

Nesta terça-feira, 25, por três votos a dois, o Supremo revogou o decreto de prisão preventiva de Bumlai – já condenado a 9 anos e dez meses de prisão por gestão fraudulenta de instituição financeira e corrupção.

“José Carlos Costa Marques Bumlai, qualificado nos autos supracitados vem, à presença de Vossa Excelência, por seus procuradores adiante assinados, diante da concessão da ordem no habeas corpus de autos nº 136.223, pelo E. STF, revogando toda e qualquer medida cautelar decretada por esse d. Juízo nos presentes autos, requerer seja-lhe autorizado romper o lacre anelar de sua tornozeleira, com comunicação imediata à d. 12.ª Vara Federal de Curitiba, para que seja enviada ao escritório de seus advogados em Curitiba, para entrega a esse d. Juízo”, solicitaram os advogados Daniella Meggiolaro Paes de Azevedo, Conrado Gidrão de Almeida Prado e Edward Rocha de Carvalho.

Bumlai é protagonista do emblemático empréstimo de R$ 12 milhões que tomou junto ao Banco Schahin, em outubro de 2004. O dinheiro, segundo o próprio pecuarista, foi destinado ao PT, na ocasião em dificuldades de caixa.

Segundo a Lava Jato, em troca do empréstimo, o Grupo Schahin foi favorecido por um contrato de US$ 1,6 bilhão sem licitação com a Petrobrás, em 2009, para operar o navio sonda Vitória 10.000.

Lula, que não é acusado nesta ação, teria dado a ‘bênção’ ao negócio – o que é negado pela defesa do petista.

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