Amigo de Cunha está disposto a fazer delação premiada

Amigo de Cunha está disposto a fazer delação premiada

Lobista Lucio Funaro comunicou ao seu advogado que iria procurar o criminalista Antonio Figueiredo Basto, especialista em acordos de colaboração

Fausto Macedo, Julia Affonso, Fábio Fabrini e Fabio Serapião

01 de julho de 2016 | 07h45

Lucio Funaro. Foto: Divulgação

Lucio Funaro. Foto: Divulgação

O lobista Lucio Bolonha Funaro, preso nesta sexta-feira, 1, na Operação Lava Jato, está disposto a fazer uma delação premiada. No início da semana, Funaro comunicou ao seu advogado que iria procurar o criminalista Antonio Figueiredo Basto, especialista em acordos de colaboração.

Lucio Funaro é um grande amigo do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).  Os dois atuam em parceria há muitos anos.

O operador de Cunha, preso em São Paulo, será levado para a custódia da Polícia Federal em Brasília. Lucio Funaro foi o único delator do processo do Mensalão. Para se livrar de uma condenação, Funaro revelou os caminhos de valores ilícitos para o PR.

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A nova etapa da Lava Jato tem origem em duas delações premiadas: a do ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto e a do ex-diretor de Relações Institucionais do Grupo Hypermarcas Nelson Mello. Os delatores citam Lucio Funaro.

Fabio Cleto afirma, em delação, que Eduardo Cunha ficou com 1% de negócio de R$ 940 milhões aprovado pelo FI-FGTS com a empresa Eldorado, do Grupo JBS. O vice-presidente disse que não cobrava pessoalmente propina das empresas. A tarefa caberia ao próprio Cunha ou a Funaro, que o teria apresentado ao peemedebista.

Uma nova delação premiada, firmada com a Procuradoria-Geral da República, aponta o suposto repasse de propinas milionárias para senadores do PMDB, entre eles o presidente do Congresso, Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR) e Eduardo Braga (AM). Nelson Mello afirmou em seu depoimento aos procuradores que pagou R$ 30 milhões a dois lobistas com trânsito no Congresso para efetuar os repasses. Lúcio Bolonha Funaro e Milton Lyra seriam os responsáveis por distribuir o dinheiro para os senadores.

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