Amazonas, a nossa fronteira do futuro

Amazonas, a nossa fronteira do futuro

Flavio Goldberg*

29 de abril de 2021 | 14h55

Flavio Goldberg. FOTO: ARQUIVO PESSOAL

Em 1960 um cientista americano, Herman Khan, diretor do Instituto Hudson foi apresentado à cena internacional como um genial “futurólogo”, uma espécie de adivinho revestido de poderes mágicos para traduzir a configuração do planeta num tempo a vir, ou seja um profeta da probabilística.

Com uma repercussão extraordinária veio ao Copacabana Palace e apresentou o resultado de seus dados preciosos recolhidos na mágica de interesses de minérios transformando a Amazônia num celeiro de um mundo explodindo em riqueza. Em troca oferecia a internacionalização na prática de um pedaço continental do Brasil

Uma reação nacionalista promoveu como resposta imediata a criação da SUDAM em 1970 o projeto da Rodovia Transamazônica e o Projeto Jari, no Amapá.

Também se sucede o Polonoroeste. Depois Belmonte, a questão do desmatamento, a situação dos povos indígenas, e sempre por trás e com saltimbancos, Paschoal Levy, ests um “francês genial” para sedução da nossa “inteligentzia” propondo que a “Amazônia deveria ser considerada patrimônio a ser administrada pela humanidade”. Leia-se na escandalosa intervenção de Macron, dos “civilizados” europeus, capazes de repetir com tinturas de palavreado “progressista”, o assalto as riquezas naturais incomensuráveis daquela região brasileira.

Pois, é disso que se trata, correndo, paralelamente, com os erros da política e estratégia no combate à pandemia, COVID19, que anestesia e paralisa os processos se distribuição justa dos recursos naturais do planeta em favor das populações miseráveis.

Assim ficamos diante da maior tragédia da história brasileira, quase 400 mil mortos, bilhões de dólares gastos com vacinas que sobram e faltam conforme o poder das nações contrastando com fome, desemprego, sucateamento dos sistemas de saúde do nosso depauperado país.

Teorias da conspiração? Fake news? Um Direito Internacional Público que não pode depender dos organismos viciados e atrelados às grandes potencias da ONU precisa se desenvolver para enfrentar os desafios agressivos destas demandas que pairam sobre o Brasil.

Esta discussão não pode ser travada na terminologia rançosa de Esquerda versus Direita mas segundo propósitos de superar esta travessia dum país destroçado para um potencial emergente dos recursos naturais e humanos que são sim seu patrimônio, sem demagogia chauvinista mas com uma visão cosmopolita de Justiça Social que não pode conviver com o sofrimento de milhões de vítimas dos inconfessáveis interesses de grupos, corporações, potências, na sombra herdada daquele tempo em que na mesa dos mapas se dividiam as riquezas do mundo.

*Flavio Goldberg, advogado e mestre em Direito

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