Alvo da PF, assessor especial dos Transportes pede afastamento

Alvo da PF, assessor especial dos Transportes pede afastamento

Edson Giroto, ex-deputado (PR-MS), investigado na Operação Lama Asfáltica, teve sua casa vasculhada por agentes da Polícia Federal nesta quinta-feira, 9

Redação

09 de julho de 2015 | 17h29

Edson Giroto. Foto: Wendel Lopes/PMDB

Edson Giroto. Foto: Wendel Lopes/PMDB

Atualizada às 17h56

Por Julia Affonso e Fausto Macedo

Edson Giroto, ex-deputado (PR-MS) e assessor especial do ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, pediu afastamento das funções na pasta nesta quinta-feira, 9. A casa do ex-parlamentar foi alvo de busca da Operação Lama Asfáltica, em Mato Grosso do Sul, deflagrada na manhã de hoje. Giroto estava no cargo desde março de 2015.

Ele é suspeito de envolvimento em um esquema de desvios de verbas públicas em obras viárias em Campo Grande. Agentes estiveram no imóvel do ex-deputado com mandado de busca.

Na tarde desta quinta, horas depois ‘Lama Asfáltica’, o Ministério dos Transportes divulgou nota afirmando que o titular da Pasta, Antonio Carlos Rodrigues, ‘teve conhecimento’ da operação.

“O ministro dos Transportes, Antonio Carlos Rodrigues, teve conhecimento, nesta quinta-feira (9/7), da Operação “Lama Asfáltica” da Polícia Federal, Receita Federal e CGU em Campo Grande”, diz a nota.

O texto informa também que Giroto pediu afastamento. “O assessor especial do Ministério dos Transportes, Edson Giroto, solicitou afastamento de suas funções no Ministério para tratar de assuntos particulares”, informou o Ministério.

A operação da PF tem como objetivo desarticular uma organização criminosa especializada em desviar recursos públicos, inclusive verbas federais, por meio de fraudes a licitações, contratos administrativos e superfaturamento em obras em Campo Grande (MS).

Segundo a PF, não havia ninguém na casa na hora da busca. Um chaveiro foi chamado para abrir a porta. Giroto foi titular da antiga Secretaria de Obras Públicas e Transportes de Mato Grosso do Sul, durante os mandatos do ex-governador André Puccinelli (PMDB), entre 2007 e 2010. Retornou o cargo em 2013 e 2014.

Os prejuízos foram estimados em R$ 11 milhões, de um montante fiscalizado de R$ 45 milhões. As investigações começaram em 2013 e revelaram superfaturamento em obras contratadas com a administração pública, por meio de empresas em nome próprio e de terceiros. Segundo a PF, o grupo desviava recursos públicos, corrompendo servidores públicos e fraudando licitações.

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