Almirante da Eletronuclear cumpre prisão em QG

Almirante da Eletronuclear cumpre prisão em QG

Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da estatal sob suspeita de receber propinas de R$ 30 milhões, tem direito a permanecer em dependência militar

Redação

29 de julho de 2015 | 12h45

Othon Luiz Pinheiro da Silva. Foto: Beto Barata/AE

Othon Luiz Pinheiro da Silva. Foto: Beto Barata/AE

Por Julia Affonso e Fausto Macedo

O almirante Othon Luiz Pinheiro da Silva, presidente licenciado da Eletronuclear, foi transferido na noite desta terça-feira, 28, para o Quartel General da 5.ª Região Militar, no bairro Pinheirinho, em Curitiba. Como militar reformado Othon Luiz tem direito a não ficar na Custódia da Polícia Federal, base da Operação Lava Jato, mas em dependência das Forças Armadas.

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Othon Luiz foi preso na Operação Radioatividade16.º capítulo da Lava Jato -,.em caráter temporário nesta terça, 28, por suspeita de recebimento de pelo menos R$ 30 milhões de propinas no âmbito de contratos da Usina Angra 3. O dinheiro ilícito teria sido repassado por empreiteiras e transitou em contas de empresas intermediárias até aportar na Aratec Consultoria, controlada pelo próprio almirante.

Também foi preso na Radioatividade o executivo Flávio David Barra, presidente Global da Andrade Gutierrez Energia. Como civil, ele permanecerá na carceragem da PF, ao lado de outros alvos da Lava Jato. A ordem de prisão do almirante e do executivo da empreiteira foi decretada pelo juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Lava Jato.

A temporária de Othon Luiz tem validade por cinco dias, mas ela pode ser prorrogada ou mesmo convertida em prisão preventiva – quando o confinamento prevalece até a conclusão do processo, exceto se o investigado obtém um habeas corpus.

Nesta quarta-feira, 29, o delegado da Polícia Federal Igor Romário de Paula, que integra a força-tarefa da Polícia Federal na Lava Jato, comunicou o juiz Moro que o almirante foi encaminhado ao Quartel General da 5.ª Região Militar de Curitiba “onde permanecerá custodiado à disposição deste Juízo criminal”.

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