Alexandre nega pedido de Sara para anular provas da CPMI das Fake News

Alexandre nega pedido de Sara para anular provas da CPMI das Fake News

Ministro considerou que não foram reunidos 'indícios mínimos de inautenticidade'; defesa da extremista alega que documentos apresentados por parlamentares em Comissão no Congresso são falsos

Rayssa Motta/SÃO PAULO e Rafael Moraes Moura/BRASÍLIA

26 de agosto de 2020 | 13h35

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou pedido apresentado pela defesa da extremista Sara Fernanda Giromini para declarar falsas e anular todas as provas colhidas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News.

Em despacho proferido na última sexta, 21, o ministro considerou que não foram reunidos ‘indícios mínimos de inautenticidade’ dos documentos.

“O pedido não comporta acolhimento. Na presente hipótese, a requerente não apresentou indícios mínimos da inautenticidade dos documentos trazidos aos autos de forma a caracterizar a alegada falsidade. Flagrante a ausência de justa causa, a consequência é o indeferimento do pedido com imediato arquivamento da representação”, escreveu Moraes ao arquivar o pedido.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes durante sessão plenária da Corte. Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

Os advogados da militante bolsonarista tentavam anular provas colhidas pela CPMI que, segundo a defesa, também embasam parte dos inquéritos sobre a disseminação de notícias falsas e a organização de atos antidemocráticos contra Sara no Supremo Tribunal Federal.

A defesa alegava que os documentos apresentados pelos deputados Alexandre Frota (PSDB-SP), Joice Hasselmann (PSL-SP) e Nereu Crispim (PSL-RS) são falsos e teriam sido repassados pelo empresário Carlos Augusto de Moraes Afonso, conhecido como ‘Luciano Ayan’, que foi denunciado e preso por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo o Movimento Brasil Livre (MBL) no mês passado. Não são informadas, contudo, quais seriam as provas ‘contaminadas’ e quais informações Ayan teria repassado à comissão.

“‘Luciano Ayan’, ‘guru’ e fonte inesgotável de informações à CPMI e STF, através de dois deputados federais já citados acima, é acusado pelo MP de São Paulo de disseminar ‘fake news’, associação criminosa, sonegação de tributos, ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro”, afirmaram os advogados que pediam, além da declaração de nulidade das provas, a exclusão da extremista dos inquéritos e seu arquivamento.

Em razão das investigações, Sara chegou a ficar presa temporariamente e agora é monitorada por tornozeleira eletrônica.

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