Alexandre defende ‘rubricas específicas’ para destinar R$ 2,5 bi de multa da Petrobrás

Alexandre defende ‘rubricas específicas’ para destinar R$ 2,5 bi de multa da Petrobrás

Ministro do Supremo reuniu-se nesta quinta, 27, com a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União; acordo sobre uso dos recursos deverá ser fechado até agosto

Amanda Pupo/BRASÍLIA

27 de junho de 2019 | 18h27

Ministro Alexandre de Moraes, do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Em reunião com o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), realizada nesta quinta-feira, 27, a Procuradoria-Geral da República e a Advocacia-Geral da União acertaram que entregarão à Corte até o dia 15 de julho propostas de aplicação da multa paga pela Petrobrás em acordo com a Justiça americana, que direcionou R$ 2,5 bilhões ao Brasil. Um acordo sobre o destino desse dinheiro deve ser fechado em agosto, de acordo com Moraes.

Segundo o ministro, a ideia é que, a partir das propostas de AGU e PGR, o Supremo chancele o direcionamento do dinheiro a projetos específicos, como na área de educação e cidadania.

“A ideia é fazer rubricas específicas de vários projetos, não precisa ser necessariamente ao Ministério da Educação, algo ligado à educação, cidadania, como um todo. Não pode simplesmente voltar para o orçamento global”, disse o ministro, no início da tarde desta quinta, destacando ser ideal optar por projetos que possam ser executados até o fim do ano.

O destino dos R$ 2,5 bilhões parou na Suprema Corte em março, depois de a Procuradoria-Geral questionar o acordo fechado entre a Petrobrás e a força-tarefa da Lava Jato no Paraná que estabeleceu, entre outros pontos, a criação de uma fundação para gerir parte da multa.

O caso caiu com Alexandre, que resolveu suspender este acordo entre a estatal e o Ministério Público paranaense.

O tratado que se desenha agora entre Supremo, AGU e Procuradoria é gerado por debates sobre onde o dinheiro de fato poderia ser aplicado.

A princípio, enquanto a Advocacia-Geral propunha que a multa fosse aplicada no Fundo Penitenciário Nacional (Funpen), a PGR indicava que o valor fosse colocado, por exemplo, em ações orçamentárias a favor do Ministério da Educação.

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