Alexandre de Moraes diz ter ‘certeza’ de que Lava Jato terá ‘prioridade’ no STF

Alexandre de Moraes diz ter ‘certeza’ de que Lava Jato terá ‘prioridade’ no STF

Revisor da Lava Jato no plenário do STF, Alexandre de Moraes afirmou ainda que possíveis reforços na corte para agilizar os trabalhos devem ser analisados e decididos somente após o oferecimento das denúncias por parte da Procuradoria-Geral da República

Daniel Weterman

17 de abril de 2017 | 15h01

Ministro Alexandre de Moraes, do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

Ministro Alexandre de Moraes, do STF. Foto: Nelson Jr./SCO/STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que é revisor dos julgamentos da Lava Jato no plenário da Corte, afirmou há pouco que o Supremo vai dar a “prioridade necessária” para agilizar os processos da operação após a abertura dos inquéritos autorizada pelo ministro Luiz Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF.

“Tenho absoluta certeza que o Supremo Tribunal Federal [entende], assim como toda a comunidade jurídica e a população brasileira entendem que isso é prioridade. Não falo pelo Supremo, mas, como integrante, tenho absoluta certeza que [o STF] dará a prioridade necessária”, disse Moraes durante almoço-debate do Grupo de Líderes Empresariais (Lide), em São Paulo, ao ser questionado sobre o andamento dos julgamentos da Lava Jato.

O ministro afirmou ainda que possíveis reforços no STF para agilizar os trabalhos devem ser analisados e decididos somente após o oferecimento das denúncias por parte da Procuradoria-Geral da República, e não agora. Nesta manhã, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu a instalação imediata de uma força-tarefa para agilizar a fase de coleta de provas dos processos relacionados à Operação Lava Jato. “Não há denúncia oferecida, não há possibilidade de o Supremo Tribunal Federal atuar”, disse o ministro, comentando o pedido de reforço.

Moraes elogiou o relator dos casos, ministro Fachin, e disse que o colega é ágil nos trabalhos. Afirmou ainda que a agilidade da apuração de provas após a abertura de inquéritos não depende do Supremo, mas da PGR e da Polícia Federal ao cumprir as diligências.

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