Além do cerco à ‘célula jurídica’ do PCC, Promotoria prende quatro por tráfico na Baixada Santista

Além do cerco à ‘célula jurídica’ do PCC, Promotoria prende quatro por tráfico na Baixada Santista

Pepita Ortega e Rayssa Motta

18 de novembro de 2020 | 10h07

Valores apreendidos durante a Operação Colorido. Foto: Reprodução/MPSP

Simultaneamente à Operação Fast Track, que visa desarticular a ‘célula jurídica’ do PCC, o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público de São Paulo deflagrou nesta quarta, 18, a Operação Colorido, mirando grupo dedicado ao tráfico de drogas na Baixada Santista.

Com o apoio da Polícia Militar do Estado de São Paulo (2º CPChoque), foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão e quatro mandados de prisão temporária nas cidades de São Vicente, Santos e Praia Grande.

Os promotores apuraram que, após a transferência de ‘Colorido’ ou ‘Azul, um dos primeiros integrantes e principais líderes do PCC, para o sistema penitenciário federal, ele designou ‘Bel’ ou ‘Bolacha’ para cuidar de seus negócios relacionados ao tráfico de drogas.

Segundo os investigadores, a autorização foi transmitida através de uma advogada, que foi alvo da ‘Fast Track’.

O MP-SP monitorou o grupo e identificou o envolvimento deles com a aquisição de mais de R$ 200 mil em entorpecentes, oriundos de Corumbá, no Mato Grosso do Sul, rota do tráfico de cocaína.

‘Bel’ atuava em sociedade com ‘Binho’ sendo que ambos ainda contavam com a participação de suas esposas ou companheiras para movimentar valores relacionados ao comércio dos entorpecentes, indicaram os promotores.

“Ao lado de sua atuação no tráfico de drogas, ‘Bel’ exerce a função de apoio da sintonia final do PCC, atuando, portanto, próximo ao mais alto escalão da organização criminosa”, diz o Ministério Público de São Paulo.

Em nota, a promotoria ainda lembrou do histórico de ‘Colorido’, que batizou a ofensiva aberta nesta quarta, 18. Ele foi preso em 2001 após uma investigação da Polícia Civil identificá-lo como um gerente na receptação de cargas de armas a serem utilizadas em grandes assaltos, principalmente a bancos, tendo sido condenado, em 2019, a 36 anos de prisão por envolvimento em homicídios. É considerado como um dos principais líderes do PCC, exercendo a função na ‘Sintonia Final’, o que motivou sua transferência para o sistema penitenciário federal em fevereiro de 2019.

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