Alckmin recua e desiste de nome do PV para a Cultura

A decisão foi tomada após a repercussão negativa da escolha. Sem nenhuma relação com área, Campelo substituiria José Roberto Sadek, que é graduado em Comunicações e Artes e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo

Pedro Venceslau

31 de agosto de 2016 | 17h00

Geraldo Alckmin. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

Geraldo Alckmin. Foto: Nilton Fukuda/Estadão

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, desistiu de nomear o presidente do PV de Mogi das Cruzes, Romildo Campelo, na secretaria de Cultura. A decisão foi tomada após a repercussão negativa da escolha. Sem nenhuma relação com área, Campelo substituiria José Roberto Sadek, que é graduado em Comunicações e Artes e mestre em Ciências da Comunicação pela Universidade de São Paulo.

“Romildo Campelo não será nomeado. O PV faz parte do meu governo desde 2011”, disse o governador em entrevista à Rádio CBN.

Atualmente, o Ministério Público Eleitoral tem um procedimento instaurado para investigar a suspeita de abuso de poder político da campanha do tucano João Doria Jr. à Prefeitura de São Paulo. Para o promotor José Carlos Bonilha, que conduz as investigações, a nomeação do novo secretário de Cultura repetiria o que ocorreu na pasta do Meio Ambiente, na qual Alckmin colocou o advogado e seu ex-secretário pessoal Ricardo Salles, do PP, no lugar da professora da USP especialista na área, Patrícia Iglecias.

O PP, o PV fazem parte da coligação de Doria, que soma 13 legendas. A informação que o PV assumiria a Cultura foi divulgada pela sigla e confirmada por fontes do Palácio dos Bandeirantes.

Segundo o Partido Verde, Romildo assumiria na condição de secretário – adjunto, já que teria sido feito um acordo com Alckmin para que o presidente nacional do partido, José Penna, assumisse após se recuperar de problemas de saúde. O Palácio dos Bandeirantes nega o acerto.

A assessoria de imprensa do Palácio dos Bandeirantes afirma que não existe “qualquer relação” entre a administração pública e a lógica eleitoral. “A escolha de secretários – filiados ou não a partidos, participantes ou não de entidades de classe ou demais organizações da sociedade civil – obedece única e exclusivamente a critérios técnicos voltados ao interesse público”.

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