AGU se prepara para ajuizar ações com base em acordos de leniência de R$ 6 bi

AGU se prepara para ajuizar ações com base em acordos de leniência de R$ 6 bi

Advogado-geral da União, André Mendonça, se reúne nesta quarta-feira, 27, com o Grupo de Ajuizamento Decorrente de Acordos de Leniência (Graal), para discutir ajuizamento de processos na área Cível com base em acordos da Odebrecht, SBM Offshore, UTC, MullenLowe e FCB Brasil e Bilfinger

Luiz Vassallo

27 de março de 2019 | 16h16

André Luiz de Almeida Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro para a Advocacia Geral da União. Foto: Divulgação/AGU

O advogado-geral da União, André Mendonça, se reúne nesta quarta-feira, 27, com o Grupo de Ajuizamento Decorrente de Acordos de Leniência (Graal). A equipe de membros da Advocacia-Geral da União (AGU) deve ajuizar ainda no primeiro semestre as primeiras ações de improbidade com base em informações de atividades ilícitas fornecidas por empresas que celebraram acordos de leniência.

As ações envolvem acordos de leniência com Odebrecht, SBM Offshore, UTC, MullenLowe e FCB Brasil e Bilfinger. Seis empresas já celebraram acordos com a AGU com o compromisso de devolução de R$ 6 bilhões.

A meta do advogado-geral é recuperar R$ 25 bilhões nos próximos dois anos com a celebração de outros acordos de leniência.

Segundo a AGU, ‘de volta da Espanha, onde recebeu prêmio por tese sobre combate à corrupção, Mendonça ouvirá do Graal as primeiras providências que irá adotar depois da reunião inaugural do grupo em Brasília’.

“A força-tarefa conta com especialistas em improbidade administrativa, que envolve a cobrança contra pessoas jurídicas e físicas, incluindo agentes públicos, que participaram de irregularidades reveladas pelas empresas – a colaboração com as investigações de atos ilícitos é uma das exigências para que o grupo econômico obtenha a leniência.”

Segundo a AGU, ‘de acordo com a coordenação do grupo, uma ferramenta virtual será utilizada para cruzamento de provas e informações que serão a base das ações, depois de uma análise minuciosa dos dados’.

“Além da prática de improbidade e outros ilícitos civis e administrativos, indícios de crime colhidos nos acordos serão encaminhados para investigação da Polícia Federal”, destaca a AGU.

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