Agronegócio e transformação digital

Agronegócio e transformação digital

Vinicius Parmezani*

26 de setembro de 2021 | 09h00

Vinicius Parmezani. FOTO: DIVULGAÇÃO

A pandemia segue afetando as maiores economias do mundo e a transformação digital tem protagonizado a reação dos setores que impulsionam a retomada. O Agronegócio brasileiro é um exemplo. Mas o otimismo gerado pelos bons números que o setor segue conquistando precisa ser decodificado como caminho para impulsionar e acelerar resultados de forma sustentada e contínua.

Sim, os números são positivos: em um 2020 repleto de incertezas, com uma pandemia que avançou para 2021, mais de 100 mil empregos formais foram gerados no setor do Agronegócio brasileiro e mais de 124,8 milhões de toneladas de soja foram produzidas durante todo o ano. Ainda sob impacto da covid-19 abrindo e fechando mercados, as exportações atingiram US$ 11,29 bilhões em julho desde ano, alta de quase 16% comparado ao mesmo período em 2020, ano marcado por recordes nas vendas ao mercado externo. O bom desempenho das lavouras também levou o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio brasileiro a crescer 5,35% no primeiro trimestre desse ano. Manter o crescimento é fundamental em um setor de alta competitividade, especialmente em um cenário global desafiador como o que estamos vivendo hoje.

É preciso inovar, investir, pensar à frente e avançar em busca de soluções estruturais e de impacto. A possibilidade de monitorar safras remotamente, o uso de drones para verificação de condições do campo e o desenvolvimento de novos softwares que auxiliam em diferentes etapas do processo produtivo são algumas das soluções que devem ser vistas com mais atenção. É preciso continuar acelerando processos que apoiem os players do setor, com soluções que atuem em diferentes frentes, desde verificação do movimento de commodities, monitoramento de colheitas, inspeção de sementes, controle de qualidade, fiscalização de estoque e descartes, além da avaliação de riscos ambientais. Um tema que pauta a agenda internacional cada vez mais.

A tecnologia vem sendo a principal aliada do Agronegócio no Brasil há décadas e o país precisa seguir com transformações digitais para continuar em sua posição de liderança. A transformação digital permite um melhor planejamento de curto, médio e longo prazo, proporciona uma visão 360º do negócio e do mercado global e resulta positivamente na qualidade, na comercialização, no custo e na confiabilidade dos produtos.

2022 ainda promete incertezas para os maiores mercados compradores e competidores e será o olhar estratégico proporcionado pelas transformações digitais ou que as desenvolvem que pautarão a nova realidade dos players brasileiros ou com atuação no país. O Agronegócio demanda globalmente inovação para enfrentar as conjunturas imposta pela covid-19. Transformação digital é palavra-chave para continuarmos liderando rankings internacionais e é basilar aproveitar as oportunidades que o mercado está disposto a oferecer.

*Vinicius Parmezani, presidente do Bureau Veritas Brasil

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