Agências de publicidade vão divulgar campanha nacional de prevenção à corrupção

Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) recebe até esta sexta, 7, manifestações de escritórios da área de propaganda e marketing que pretendem aderir à mobilização

Fernanda Yoneya e Fausto Macedo

07 de abril de 2017 | 05h30

A Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (Enccla) recebe até esta sexta-feira, 7, manifestações de agências de publicidade interessadas em atuar de forma voluntária na produção e divulgação de uma campanha de prevenção primária à corrupção.

A Enccla é uma rede de articulação que reúne órgãos dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário e do Ministério Público para a formulação de políticas públicas voltadas ao combate da corrupção e da lavagem de dinheiro.

As informações foram divulgadas pela Secretaria de Comunicação Social da Procuradoria-Geral da República.

A criação, produção e veiculação da campanha serão pro bono. A campanha terá abrangência nacional, e as agências poderão fazer uso das peças como forma de divulgação de sua marca, bem como inscrever a campanha em premiações e outras formas de divulgação a serem acertadas.

O convite da Enccla está aberto a qualquer agência interessada em colaborar. As manifestações de adesão devem ser enviadas até esta sexta, 7, para o e-mail enccla@mj.gov.br

A iniciativa faz parte de uma das ações estratégicas – Ação 6 – definidas pelo movimento para 2017.

A Ação 6 visa consolidar propostas de prevenção à prática da corrupção fomentando a integridade social e a educação para a cidadania. Para isso, uma das propostas é desenvolver uma campanha de conscientização com alcance em todo o País.

“Experiências internacionais de enfrentamento efetivo à corrupção mostram que é imprescindível focar na prevenção primária”, afirmam os coordenadores da ação no convite público público a agências de publicidade. “Ir à causa raiz da corrupção, por meio de programas educacionais, é a única forma de construir uma sociedade formada por pessoas menos suscetíveis a serem corrompidas. É esse o ponto que motiva a Ação 6.”

A Ação 6 é coordenada pelo Conselho Nacional do Ministério Público, com auxílio da Secretaria de Governo e colaboração de todas as entidades integrantes da rede. Representam o Ministério Público Federal a procuradora da República Maria Cristina Manella Cordeiro, do Rio, e a procuradora regional da República Ana Paula Mantovani Siqueira, em Brasília.

Campanha. Segundo os coordenadores da mobilização, um objetivo da campanha publicitária ‘é despertar a reflexão na sociedade sobre a importância do comportamento honesto, responsável, respeitoso, justo, empático e cidadão, como instrumento de prevenção à corrupção’.

“A ação de comunicação também deve provocar o debate sobre a corrupção do cotidiano, ou seja, como a flexibilização de regras de convivência social e pequenos atos de corrupção levam à massificação dos comportamentos transgressores e caminham, pela frouxidão gradual dos freios morais, aos grandes atos de corrupção.”

Também são metas da campanha despertar a responsabilidade individual e coletiva na defesa do interesse público; aproximar atores públicos e privados para que apoiem e participem da ação; divulgar edital de seleção de programas educacionais e de formação de boas práticas de prevenção primária à corrupção; e divulgar boas práticas e bons projetos de prevenção primária à corrupção.

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