Advogados de Lula lembram que morte de Marisa extingue duas ações da Lava Jato contra ela

Advogados de Lula lembram que morte de Marisa extingue duas ações da Lava Jato contra ela

Ex-primeira dama era ré em dois processos criminais por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá e de um apartamento de São Bernardo do Campo

Mateus Coutinho e Fausto Macedo

03 Fevereiro 2017 | 21h13

 

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

Os advogados do ex-presidente Lula informaram nesta sexta-feira, 3, que a morte de Marisa Letícia automaticamente extingue duas ações penais abertas contra ela na Operação Lava Jato.

Marisa morreu nesta sexta, 3, às 18h57, após dez dias internada no Hospital Sírio-Libanês, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC).

Na 13.ª Vara Federal de Curitiba, base da Lava jato, a Lava Jato abriu dois processos criminais contra Marisa e Lula, por corrupção e lavagem de dinheiro, no caso do triplex do Guarujá e de um apartamento localizado no Edifício Hill House, em São Bernardo do Campo.

“A consequência jurídica do falecimento de D. Marisa nesta data será a extinção, em relação a ela das duas ações penais propostas de forma irresponsável pelo Ministério Público Federal”, diz nota subscrita pelos advogados Cristiano Zanin Martins, Valeska Teixeira Martins, Larissa Teixeira e Roberto Teixeira.
“D. Marisa não poderá, lamentavelmente, ver triunfar o reconhecimento de sua inocência por um juiz imparcial”, afirmam os advogados.

Eles assinalam que ‘foi com muito orgulho que atuaram na defesa de uma pessoa digna e honesta, que foi injustamente perseguida e vítima de falsas acusações’.

“Reafirmamos nossa expectativa de que prevaleça a justiça nas ações que propusemos em seu favor, com o objetivo de reparar sua honra e imagem e ainda responsabilizar aqueles que cometeram os atos ilegais e arbitrários que resultaram nas violações que tanto a impactaram.”

Os advogados relembram, na nota, o dia da condução coercitiva do ex-presidente Lula, quando a Polícia Federal foi à residência do casal para buscas. “Em 4 de março de 2016, D. Marisa teve sua casa invadida por um exército de policiais e viu sua vida e intimidade, assim como a de seus filhos e netos, expostas na mídia nacional e internacional. Os danos foram insuperáveis.”

“Reafirmamos igualmente o compromisso de lutar por uma justiça imparcial, fundamental ao Estado Democrático de Direito.”