Advogados de ex-procuradora da Lava Jato SP alvo de hackers pedem para assistir acusação

Advogados de ex-procuradora da Lava Jato SP alvo de hackers pedem para assistir acusação

Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti, que representam Thaméa Danelon, do Ministério Público Federal em São Paulo, querem ingressar como assistentes da acusação na Operação Spoofing, que denunciou o jornalista Glenn Greenwald e seis invasores das comunicações do ex-juiz Sérgio Moro e de procuradores da Lava Jato

Pepita Ortega

01 de fevereiro de 2020 | 12h12

Foto: MPF/PR

Os advogados Marcelo Knopfelmacher e Felipe Locke Cavalcanti, que representam a procuradora regional da República Thaméa Danelon pediram nesta sexta, 31, ao juízo da 10ª Vara Criminal do Distrito Federal para ingressarem como assistentes de acusação no processo da Operação Spoofing, que trata da invasão e roubo de mensagens de celulares de procuradores da força-tarefa da operação Lava Jato e do então juiz Federal Sérgio Moro.

No último dia 21, o Ministério Público Federal denunciou o jornalista Glenn Greenwald e os seis alvos da investigação – Walter Delgatti Neto, o ‘Vermelho’, Gustavo Henrique Elias dos Santos, Thiago Eliezer Martins, Danilo Marques, Suelen Priscila de Oliveira e Luiz Henrique Molição. Na peça são apontados crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, e interceptação telefônica.

A Justiça Federal do DF ainda não proferiu decisão sobre o recebimento da denúncia.

Segundo os advogados, o ingresso como assistentes de acusação foi solicitado pelo fato de Thamea ter sido um dos alvos de ‘Vermelho’. Na denúncia do Ministério Público Federal, o nome da procuradora aparece em tabela que registra as contas de Telegram às quais Delgatti teve acesso.

“O pedido de habilitação como assistentes de acusação se revela importantíssimo diante da gravidade das condutas criminosas descritas na denúncia do Ministério Público Federal, permitindo a participação dos representantes da vítima nos atos processuais previstos no artigo 271 do Código de Processo Penal”, afirma Knopfelmacher.

Na lista também aparecem os nomes do procurador Deltan Dallagnol, do ministro do Superior Tribunal de Justiça João Otávio Noronha, do ministro do Supremo Gilmar Mendes e do senador Flávio Bolsonaro.

Foto: Reprodução

 

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.