Advogado do escritório que defende Aécio na Lava Jato foi raptado com um dia de vida

Advogado do escritório que defende Aécio na Lava Jato foi raptado com um dia de vida

Levado da maternidade em Brasília, há 31 anos, Pedro Júnior Rosallino Braule Pinto, o Pedrinho, estudou Direito e hoje trabalha para renomado escritório de advocacia em Brasília que representa senador afastado

Julia Affonso

30 de maio de 2017 | 14h04

Pedrinho e os pais biológicos em 2002. FOTO DIGITAL: JOSE PAULO LACERDA/AE

O advogado Pedro Junior Rosalino Braule Pinto é um dos advogados do escritório que defende o senador Aécio Neves (PSDB-MG) na Operação Lava Jato. O defensor é o Pedrinho, raptado em Brasília, em 1986.

Naquele ano, Pedrinho foi levado do hospital com um dia de vida pela empresária Vilma Martins Costa. A mulher se identificou como assistente social, raptou o menino e o registrou como Osvaldo Borges Junior. Vilma foi presa em 2003.

Em novembro de 2002, Pedrinho reencontrou seus pais biológicos Jayro Tapajós e Maria Auxiliadora Braule Pinto. Em 2004, o juiz Paulo Eduardo Nori Mortari, da Vara de Registros Públicos de Brasília, atendeu ao pedido de Pedrinho, cancelou o registro feito em Goiânia por Vilma Martins Costa e o menino passou a usar nome escolhido pelos pais biológicos.

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A história de Pedrinho inspirou livro e filme. ‘O caso Pedrinho’, do jornalista Renato Alves, conta a história dos pais em busca do filho desaparecido. Já ‘Mãe só há uma’, da cineasta Anna Muylaert, desdobra o caso de Pedrinho.

O doutor Pedro Júnior Rosalino Braule Pinto, agora com 31 anos, integra os quadros do tradicional escritório de José Eduardo Alckimin, em Brasília, com atuação destacada nos tribunais superiores.

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