Advogada diz que falta ‘previsibilidade’ jurídica no processo

Advogada diz que falta ‘previsibilidade’ jurídica no processo

Para Valeska Teixeira Martina, tanto os prazos quanto os rumos do processo na 13.ª Vara Federal de Curitiba, no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e, agora, no Supremo Tribunal Federal fogem da normalidade

Ricardo Galhardo

30 Junho 2018 | 18h44

Os advogados Cristiano Zanin Martins e Valeska Martins, que defendem Lula Foto: GABRIELA BILO / ESTADAO

Em seminário com advogados na quinta-feira, em São Paulo, Valeska Teixeira Martins, uma das advogadas de Luiz Inácio Lula da Silva, reclamou do que classificou como falta de previsibilidade jurídica no processo que condenou o ex-presidente. Para Valeska, tanto os prazos quanto os rumos do processo na 13.ª Vara Federal de Curitiba, no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e, agora, no Supremo Tribunal Federal fogem da normalidade.

“Ninguém consegue prever o que vai acontecer amanhã porque tudo pode acontecer. Essa é a verdade. Fazer previsões sobre o caso é dizer que não há previsibilidade.” Em um breve histórico do processo, a advogada listou mais resultados positivos na Corte de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) do que nos tribunais brasileiros.

No momento em que o caso de Lula entra definitivamente na pauta do STF, a defesa passa por turbulências. O ex-ministro do STF Sepúlveda Pertence, agregado à defesa de Lula depois da sua condenação e mediante forte resistência do próprio ex-presidente, vai conversar pessoalmente com o petista para decidir se continua na equipe.

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