‘Adsumus’, avisa Janot

‘Adsumus’, avisa Janot

Procurador-geral da República mandou recado ('estamos aqui') em latim para políticos que desafiam a força do Ministério Público Federal e da Lava Jato

Redação

14 de julho de 2015 | 15h22

Rodrigo Janot. Foto: Ed Ferreira/Estadão

Rodrigo Janot. Foto: Ed Ferreira/Estadão

Por Julia Affonso, Fausto Macedo e Fábio Fabrini

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, avisou nesta terça-feira, 14: ‘Adsumus’. O recado (‘estamos aqui’) foi dado em latim para políticos que desafiam a força do Ministério Público Federal e da Operação Lava Jato.

A PF deflagrou, hoje, a Operação Politéia, que mira em políticos investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. Entre os alvos está o senador Fernando Collor (PMDB-AL) que, nas últimas semanas, tem dirigido ataques à Procuradoria-Geral da República.

Os agentes federais cumprem 53 mandados de busca e apreensão envolvendo os senadores Fernando Collor (PTB-AL), Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) e Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), além do ex-ministro das Cidades Mário Negromonte (PP-BA) e o ex-deputado federal João Pizzolatti (PP-SC). As medidas foram requeridas por Janot.

“Adsumus (aqui estamos)”, afirmou o procurador-geral. “As medidas são necessárias ao esclarecimento dos fatos investigados no âmbito do STF, sendo que algumas se destinaram a garantir a apreensão de bens adquiridos com possível prática criminosa e outras a resguardar provas relevantes que poderiam ser destruídas caso não fossem apreendidas.”

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Segundo ele, as medidas refletem uma atuação firme e responsável do Ministério Público Federal em busca dos esclarecimentos dos fatos. Esta é a primeira fase da Lava-Jato no âmbito do STF, batizada de Politeia. Estão sendo cumpridas buscas nas residências dos investigados, em seus endereços funcionais, em escritórios de advocacia e nas sedes das empresas a eles vinculadas.

Os mandados foram expedidos pelos ministros do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, Celso de Mello e Ricardo Lewandowski nas investigações em curso no STF relacionadas à Operação Lava-Jato.

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