Adeus, decano

Adeus, decano

Diário Oficial da União publicou nesta sexta-feira, 2, a aposentadoria do ministro Celso de Mello - a partir do próximo dia 13 - após 31 anos no Supremo Tribunal Federal

Redação

02 de outubro de 2020 | 09h18

No mesmo dia em que formalizou a indicação do desembargador Kassio Nunes Marques para o Supremo Tribunal Federal, o presidente Bolsonaro publicou no Diário Oficial da União a concessão de aposentadoria ao decano da Corte, ministro Celso de Mello, a partir do próximo dia 13 de outubro.

Visto como uma ‘bússola’ e ‘farol’ entre colegas da Corte, Celso de Mello completa 75 anos em 1º de novembro, quando se aposentaria de forma compulsória. No entanto, por razões médicas, o decano teve que antecipar sua saída do STF em cerca de três semanas.

A antecipação colocou pressão no presidente Jair Bolsonaro para a escolha do sucessor de Celso de Mello, sendo que o nome indicado pelo presidente – também publicado no Diário Oficial da União na manhã desta sexta, 2, – não estava na lista principal do presidente.

Kassio Nunes Marques foi advogado e desembargador eleitoral no Piauí, e, há nove anos e por indicação da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), compõe os quadros do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) – o maior do País em jurisdição territorial, responsável por 13 Estados além da capital federal, onde é sediado.

A escolha de Marques agradou a uma ala do Supremo e a políticos do Centrão, que querem enfraquecer a Lava Jato, mas foi alvo de críticas por militantes bolsonaristas. Juristas consultados pelo Estadão destacaram o ‘peso’ de se ocupar a cadeira de Celso, que esteve no cargo por mais de três décadas.

 

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