Acusados de tentativa de homicídio em frente ao Instituto Lula se entregam à Polícia

Acusados de tentativa de homicídio em frente ao Instituto Lula se entregam à Polícia

Ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o ‘Maninho do PT’, e seu filho Leandro Eduardo Marinho, agrediram o empresário Carlos Alberto Bettoni, na noite de 5 de abril, e estavam foragidos

Fausto Macedo e Julia Affonso

16 Maio 2018 | 12h33

Carlos Alberto Bettoni. FOTO SEBASTIAO MOREIRA/EFE

O ex-vereador de Diadema Manoel Eduardo Marinho, o ‘Maninho do PT’, e seu filho Leandro Eduardo Marinho, acusados de tentativa de homicídio do empresário Carlos Alberto Bettoni, na noite de 5 de abril, em frente o Instituto Lula, na zona sul da capital, se apresentaram ao Departamento de Homicídios e Proteção a Pessoas (DHPP) pouco antes do meio-dia desta quarta-feira, 16. ‘Maninho do PT’ e Leandro tiveram a prisão preventiva decretada na sexta-feira, 11, pela 1.ª Vara do Júri do Foto Central Criminal. Eles estavam foragidos.

Na noite de 5 de abril, Bettoni foi agredido pelos petistas logo depois de o juiz federal Sérgio Moro ter decretado a prisão do ex-presidente Lula, na Operação Lava Jato. O empresário bateu a cabeça na lateral de um caminhão e foi hospitalizado. Com traumatismo craniano, Bettoni ficou internado por vários dias.

Na segunda-feira, 14, o desembargador César Augusto Andrade de Castro, da 3.ª Câmara de Direito Criminal, negou liminar em pedido de habeas corpus do ex-vereador de Diadema e de seu filho contra o decreto de prisão.

COM A PALAVRA, A ADVOGADA PATRÍCIA CAVALCANTI, QUE DEFENDE ‘MANINHO DO PT’ E LEANDRO

“A defesa continua mantendo posicionamento contra essa ordem de prisão, baseada em um fato que não condiz com o que realmente aconteceu.”

“Não houve tentativa de homicídio. Foi lesão corporal.”

“Não cabe esse tipo de prisão porque eles (‘Maninho do PT’ e Leandro) não cometeram nenhum crime hediondo.”

“Eles não oferecem nenhum risco à sociedade e, muito menos, à segurança pública.”

“Eles não são marginais.”

“Eles não são criminosos, não têm antecedentes criminais, têm residência fixa, são chefes de família, têm filhos.”

“Em liberdade, eles não representam nenhum tipo de risco à ordem pública.”

“Vamos entrar com os recursos cabíveis para rever essa situação.”

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