Justiça bloqueia bens de ex-prefeito de Cachoeira Paulista acusado de desviar recursos para comprar apoio

Justiça bloqueia bens de ex-prefeito de Cachoeira Paulista acusado de desviar recursos para comprar apoio

Lilian Venturini

14 de fevereiro de 2014 | 17h47

Fabiano Vieira (PSDB) e outros sete réus são acusados de abastecer carros com combustível superfaturado custeado pela prefeitura e utilizar o dinheiro para comprar apoio de vereadores

por Mateus Coutinho

A Polícia Federal apreendeu nesta sexta-feira os bens do ex-prefeito de Cachoeira Paulista, no interior de São Paulo, Fabiano Vieira (PSDB) e outros sete acusados de participar de uma quadrilha que utilizava dinheiro superfaturado do abastecimento de veículos pelo Município para comprar apoio político de vereadores durante os dois mandatos de Vieira (2005 a 2012).

De acordo com o MPF, somente entre julho de 2011 e novembro de 2012, a quadrilha teria desviado R$ 4.634.854,84.

Para garantir o ressarcimento dos recursos que teriam sido desviados, a Justiça Federal determinou o sequestro de quatro imóveis e 13 veículos em nome dos réus. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal em Guaratinguetá (SP), os acusados abasteciam seus carros particulares com recursos da prefeitura.

Veículos apreendidos pela PF nesta sexta-feira. Foto: Divulgação

As investigações identificaram o superfaturamento de até 600% no volume de combustível que teria abastecido os carros. Esse recurso depois era rateado pelos acusados e utilizado para comprar apoio político na Câmara Municipal.

De acordo com o MPF, somente entre julho de 2011 e novembro de 2012, o desvio de recursos estimado foi de R$ 4.634.854,84.

Até o fechamento desta matéria, o diretório estadual do PSDB em São Paulo não conseguiu localizar o ex-prefeito para comentar o caso.

Operação Pit Stop. A quadrilha foi descoberta pela Operação Pit Stop, da Polícia Federal, deflagrada em 2012 após denúncias de que a prefeitura de Cachoeira Paulista teria desviado recursos públicos por meio de contratos fraudulentos de fornecimento de combustíveis. A operação embasou a denúncia do Ministério Público Federal em Caratinguetá e o processo corre em segredo na Justiça Federal.

 

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