Acampamento pró-Lula é alvo de ataque com rojões, dizem militantes

Acampamento pró-Lula é alvo de ataque com rojões, dizem militantes

Testemunhas disseram que cinco homens começaram a disparar rojões em direção às barracas onde os militantes estavam, na madrugada desta quarta-feira,

Valmar Hupsel

10 de maio de 2017 | 10h12

O acampamento onde os militantes do MST se concentram para atos em apoio ao ex-presidente Lula, em Curitiba, foi alvo de um ataque com fogos de artifício durante a madrugada. Duas pessoas ficaram feridas, segundo os militantes.

Testemunhas disseram que por volta das 0h30 desta quarta-feira, cinco homens começaram a disparar rojões em direção às barracas onde os militantes estavam. Os fogos danificaram pelo menos quatro barracas.

DIRETO DE CURITIBA: Nosso repórter está no acampamento pró Lula, organizado pela Frente Brasil Popular #Estadao

Publicado por Estadão em Quarta, 10 de maio de 2017

O militante Claudecir Maganha, de 25 anos, que veio do município de Quedas do Iguaçu, disse que estava dormindo na hora do ataque. “Uma bomba estourou perto da minha barraca. Por pouco não me feri. Mas duas pessoas ficaram machucadas”, disse ele, mostrando o furo na lona causado pelo fogo.

Segundo os militantes, uma pessoa chegou a ser hospitalizada após uma bomba ter estourado próximo à sua cabeça. Outra vítima, uma garota, teve ferimento nos olhos por causa da pólvora.

Raimundo Bonfim, coordenador da Frente Brasil Popular, que organiza o ato em apoio a Lula em Curitiba, chamou o atentado de fascista. “É um ato fascista contra um movimento que é pacífico. Depois nós é que somos os baderneiros”, disse.

Em, nota, a Frente Brasil Popular disse ‘repudiar’ o ataque contra o acampamento do MST. Segundo a entidade, duas pessoas saíram feridas.

“O saldo deste ataque covarde resultou em duas pessoas feridas. Um adulto com queimaduras e uma criança atingida no olho por estilhaços do explosivo”, diz a Frente Brasil Popular.

O movimento ainda afirma que ‘o ataque, mais do que demonstrar uma aversão à democracia, reforça a ideia de intolerância e métodos violentos utilizados por grupos isolados que se opõe à agenda de manifestações pacíficas que acontecem em Curitiba desde a manhã desta terça-feira’.

“Ao contrário do que propagaram determinados setores da sociedade, o clima das manifestações é de paz, alegria e disposição para defender um estado democrático de direito que garanta direitos sociais. Na pauta de todas as atividades estão a defesa da aposentadoria e dos direitos trabalhistas, temas que interessam toda a sociedade. Uma agenda programática e concreta”, avalia a entidade.

A Frente Brasil Popular Paraná ainda disse aguardar que ‘as autoridades responsáveis, que movimentaram todo o aparato público de segurança para atividades da jornada pela democracia, investiguem, encontrem os responsáveis e encaminhem uma punição dentro dos termos da lei’.

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