A terceira suspeição de Gilmar

A terceira suspeição de Gilmar

Leia a íntegra do ofício da Lava Jato no Rio ao procurador-geral da República informando sobre as flores enviadas pelo 'rei do ônibus' ao ministro do Supremo e sua mulher

Julia Affonso e Luiz Vassallo

30 Agosto 2017 | 05h00

Gilmar Mendes. Foto: Carlos Moura/SCO/STF

A força-tarefa da Lava Jato no Rio e procuradores regionais da República da 2.ª Região que atuam na investigação em segunda instância encaminharam ao procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofício que traz ‘novas evidências’ da proximidade de relação entre o ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes e o ‘rei do ônibus’, o empresário Jacob Barata Filho.

Documento

Na análise de e-mails de Barata Filho, autorizada pela 7.ª Vara Federal do Rio no curso da operação Ponto Final, foi localizada mensagem ‘com a confirmação de pedido de entrega de flores ao casal Guiomar e Gilmar no mesmo endereço que consta no aparelho celular do empresário como sendo de Guiomar Mendes, esposa do ministro’.

O pedido de envio das flores foi realizado em 23 de novembro de 2015.

A pedido dos procuradores, em 21 de agosto o procurador-geral suscitou à presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, duas arguições de impedimento, suspeição e incompatibilidade do ministro Gilmar Mendes em habeas corpus impetrados por Barata Filho e pelo também empresário Lélis Marcos Teixeira.

 

 

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