A tecnologia redefinindo diferentes tendências na medicina e no mercado geral

A tecnologia redefinindo diferentes tendências na medicina e no mercado geral

Rafael Fleming Francisco*

27 de abril de 2021 | 04h30

Rafael Fleming Francisco. FOTO: DIVULGAÇÃO

Em linhas gerais, não é de hoje que a evolução da tecnologia está presente na medicina em diferentes frentes. Isso não só no tocante profissional, como também na análise que o paciente tem sobre alguns métodos e processos decorrentes desse avanço.  Por isso, pensando no global, batemos nessa questão do despertar da prática para uma melhoria da saúde, fazendo essa vistoria quando a relação da tecnologia sempre será de prover a evolução e contribuir para prognósticos mais positivos e cada vez menos invasivos.

Quando conduzimos nosso olhar para o mercado da estética, o polo de produção tecnológica no Brasil ainda é pequeno. Cerca de 90% dos aparelhos que estão presentes nas clínicas e hospitais são de fora, prevalecendo países como EUA, Israel, alguns da Ásia e Europa.

Aqui no Brasil, se formos analisar os três últimos anos – curto espaço de tempo, percebemos grande entrada da tecnologia no universo da dermatologia. Entendemos que essa evolução vem de vários fatores, mas um deles está relacionado ao aumento da naturalidade para o nosso organismo. Os procedimentos injetáveis e alguns cirúrgicos, antes facilmente escolhidos como melhores alternativas de protocolo entre médicos e, até mesmo, como opções dos pacientes, começaram a ser questionados.

De fato, técnicas que ultrapassam uma linha espontânea, já não são tão bem quistas ou tão procuradas como antes. Isso porque, estamos conseguindo quebrar diferentes “tabus” da estética e utilizamos mais opções capazes de realçar a naturalidade dos traços de cada pessoa. E, é neste quesito que o mercado tem total apoio da tecnologia.

Não faz muito tempo, que foi identificado que a naturalidade é algo mais assertivo quando o indivíduo compactua com a presença de métodos e tecnologias não invasivas em seu organismo. Esse “querer se transformar” a qualquer custo, é algo que hoje, com o apoio de profissionais da área, que pontuam um protocolo de tratamento mais natural por meio da tecnologia e o despertar para a qualidade emocional, não se sustenta mais.

O futuro mostra as consequências que às vezes podem ser drásticas. Então, o caminhar da beleza mais harmônica é o respeito do bem-estar de cada um. Isso se faz tendência.

Inclusão da tecnologia 

Outro ponto que vem sendo desconstruído e é resultado da entrada da tecnologia no mercado estético aqui do Brasil é a chegada dessa oportunidade para mais classes sociais como a C e D.

Antes, tratamentos estéticos, por terem um valor muito expressivo, não eram tão consumidos pelas classes mais baixas, mas esse novo conceito de somar a tecnologia muda todo o propósito e ajuda na expansão do acesso no mercado da estética.

Um público que também se destaca muito são as pessoas com mais de 50 anos. Temos cerca de 55 milhões de brasileiros nessa faixa, o que representa 25% da população, podendo chegar em alguns anos a 30%. É para esse público que a tecnologia na estética também evolui e se prepara.

E, assim seguimos, entendendo que o mercado da beleza conectado com a tecnologia move nosso bem-estar e qualidade de vida. Os dois estão cada vez mais ligados com a missão de atender a autoestima de forma saudável.

*Rafael Fleming Francisco, diretor Comercial da MedSystems

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