A tecnologia como aliada da segurança e do combate ao crime organizado

A tecnologia como aliada da segurança e do combate ao crime organizado

Tania Prado*

18 de novembro de 2019 | 18h26

Tania Prado. Foto: Divulgação

Em alguns estados, os balcões de delegacias já foram substituídos por aplicativos de celular para o registro de ocorrências de menor complexidade. Tudo isso sem precisar sair de casa. Recursos de Inteligência Artificial ajudam a Polícia Federal a melhorar eficácia das investigações tanto na identificação de autoria e materialidade, quanto nas circunstâncias do fato apurado. E ainda permitem racionalizar o emprego dos recursos financeiros e logísticos das instituições.

É inegável a importância da tecnologia para o processo de investigação criminal. Hoje as polícias dispõem de ferramentas que ajudam na coleta e análise de provas e, assim, encurtam o tempo de descoberta de um delito. Os recursos podem ser empregados em qualquer área de investigação, mas são extremamente valiosos para casos de pedofilia e de crimes cometidos pela internet.

Esse é um dos temas centrais de discussão da 2ª edição do IACC (Fórum Nacional da Inteligência Aplicada para o Combate à Criminalidade), que acontece nos dias 26 e 27 de novembro, e transformará São Paulo na capital nacional dos debates sobre segurança pública no Brasil. O encontro reunirá os maiores especialistas do setor e apresentará as inovações que podem ser aliadas das forças nacionais de segurança no combate ao crime organizado e à corrupção.
Falar sobre os avanços da área é extremamente importante no momento em que vivemos: criminosos encontram sempre novos meios para cometer seus delitos, mas a Polícia Judiciária tem condições plenas de identifica-los e puni-los, provando que a internet não é um território livre do rigor da lei.

Durante os dois dias de evento, especialistas, delegados de Polícia Civil e Federal, representantes de entidades e autoridades que atuam na segurança pública debaterão assuntos que interferem diretamente no trabalho dos profissionais do setor e são de interesse de toda a sociedade.

Eles terão a chance de conhecer, em primeira mão, softwares e ferramentas de inteligência artificial que podem incrementar o trabalho da polícia e a luta contra o crime organizado. O encontro servirá, também, para discutir assuntos relativos à segurança pública e à corrupção.

Entre os confirmados estão o secretário Nacional de Segurança Pública, general Guilherme Cals Theophilo; o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel; o presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), Edvandir Felix de Paiva, e o coordenador do Instituto Sou da Paz, Felippe Angeli.

Será uma oportunidade única para ouvir especialistas e ficar por dentro das inovações que prometem revolucionar o futuro da investigação criminal.

*Tania Prado é delegada de Polícia Federal, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia Federal do Estado de São Paulo (SINDPF SP) e diretora regional da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF)

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