A súplica do amigo de Lula para não voltar à prisão da Lava Jato

A súplica do amigo de Lula para não voltar à prisão da Lava Jato

Advogados de José Carlos Bumlai tentam cartada derradeira com habeas corpus no Tribunal Regional Federal alegando 'excesso de prazo' na prisão preventiva decretada por Moro

Fausto Macedo, Julia Affonso e Mateus Coutinho

04 de setembro de 2016 | 12h14

Bumlai foi interrogado por Moro em maio deste ano. Foto: Reprodução

Bumlai foi interrogado por Moro em maio deste ano. Foto: Reprodução

A poucos dias do prazo fixado – 6 de setembro – pelo juiz federal Sérgio Moro para retornar à prisão da Lava Jato em Curitiba, o pecuarista José Carlos Bumlai, 71 anos, amigo do ex-presidente Lula, tenta sua cartada derradeira – nesta sexta-feira, 2, seus advogados entraram com habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF4) pedindo liminar por sua liberdade ou manutenção em prisão domiciliar.

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Bumlai é um homem doente, destacam seus defensores – os advogados Jacinto Nelson de Miranda Coutinho, Daniella Megiollaro, Edward Rocha de Carvalho e Conrado de Almeida Prado.

Ele enfrenta um câncer na bexiga e problemas cardíacos. Foi preso na Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato, em 24 de novembro de 2015. Há alguns meses ganhou domiciliar para se tratar. Os advogados alegam que ele continua enfermo, necessitando de cuidados.

Mas o juiz Moro, depois de autorizar algumas prorrogações da domiciliar, mandou o pecuarista voltar ao presídio de Pinhais, nos arredores de Curitiba, onde estão alguns dos principais alvos da Lava Jato.

A tese central do habeas por Bumlai é o ‘excesso de prazo’ da prisão preventiva decretada por Moro.

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região está acima do juiz da Lava Jato. A Corte pode reformar ou manter decisões de Moro – desde o início da grande investigação, os desembargadores do TRF4 têm maciçamente mantido o que o juiz decreta.

O amigo de Lula é réu em ação penal por corrupção, lavagem de dinheiro e gestão fraudulenta de instituição financeira. Em outubro de 2004 ele tomou empréstimo de R$ 12 milhões junto ao Banco Schahin. Segundo Bumlai, o dinheiro foi destinado ao PT.

Os investigadores, porém, suspeitam que ele pode fazer novas revelações, especialmente sobre seu amigo Lula.

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