‘A sociedade precisa de respostas’, afirma OAB

‘A sociedade precisa de respostas’, afirma OAB

Em nota pública, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, Claudio Lamachia, afirma que 'representa uma vitória para a sociedade' decisão de Cármen Lúcia de retomar as delações premiadas de executivos e funcionários da Odebrecht

Mateus Coutinho e Fausto Macedo

24 de janeiro de 2017 | 12h31

Claudio Lamachia, advogado e presidente nacional da OAB. FOTO: DIVULGAÇÃO

Claudio Lamachia, advogado e presidente nacional da OAB. FOTO: DIVULGAÇÃO

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Claudio Lamachia elogiou nesta terça-feira, 24, a decisão da presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, de determinar a retomada dos trabalhos de tomada de depoimentos dos delatores da Odebrecht e afirmou que “a sociedade precisa de respostas”.

“Neste momento, a sociedade precisa de respostas e, por isso, é necessário dar celeridade aos processos da Lava Jato, de modo a diminuir a insegurança e destravar o País”, disse Lamachia que, no domingo, cobrou que a presidente decidisse o quanto antes sobre a homologação das delações da Odebrecht alegando que a sociedade “exige definição imediata”.

A delação da Odebrecht, bem como os processos da Operação Lava Jato, estavam sob a relatoria de Teori Zavascki – morto no dia 19 em um acidente aéreo em Paraty. Como é a presidente da Corte, cabe a Cármen Lúcia decidir sobre sobre o encaminhamento das delações, que já estavam com um cronograma definido pelo gabinete de Teori para serem analisadas no recesso. A expectativa era de que Teori homologasse a maior colaboração da Lava Jato em fevereiro.

Para Lamachia, a decisão de Cármen Lúcia “representa uma vitória para a sociedade”. “Assim, a análise dos processos da Operação Lava Jato não ficam paralisados”, afirmou o presidente da entidade.

Audiências. Com a decisão de Cármen Lúcia , os depoimentos perante os juízes auxiliares que estavam previstos para a semana passada foram retomados. Estas audiências buscam, nessa etapa, a confirmação dos relatos gravados em vídeo pelos procuradores da força-tarefa da maior operação já deflagrada contra a corrupção no País. Os juízes indagam dos colaboradores se falaram espontaneamente ou se, eventualmente, se sentiram pressionados para fechar o acordo.

Três juízes auxiliares que foram convocados para atuar no gabinete de Teori devem tomar depoimentos dos delatores e reiterar os termos dos acordos – multa a ser paga, benefícios e compromissos assumidos.
Os depoimentos das delações em si, que detalham esquemas de corrupção e implicam centenas de políticos dos principais partidos políticos, ficam para a próxima fase.

Mesmo com a morte do ministro, os magistrados auxiliares seguem no gabinete até que o sucessor de Teori assuma o gabinete e decida se vai manter a equipe. De acordo com o cronograma anterior que vinha sendo cumprido, os juízes devem viajar para capitais onde irão ouvir os colaboradores.

Em dezembro, os procuradores da força-tarefa que viajaram para ouvir os mais de 900 depoimentos dos delatores ligados à empreiteira. A Procuradoria-Geral da República registrou todas as colaborações em vídeo.

Tudo o que sabemos sobre:

STFOdebrechtoperação Lava Jato

Tendências: