A retomada: estamos de volta em uma nova experiência

A retomada: estamos de volta em uma nova experiência

Glauco Humai*

24 de agosto de 2020 | 04h30

Glauco Humai. FOTO: DIVULGAÇÃO

Após meses fechados por conta da pandemia, e em cumprimento a decretos de estados e municípios, esta semana temos os 577 shopping centers do país de volta a suas operações. Foi um período de incertezas, intensos desafios, mas também de muito diálogo, aprendizado e inovação, que certamente nortearão nosso segmento daqui pra frente. Essa luta deixou aprendizados, que serão fundamentais para seguirmos ainda mais fortalecidos. E quem ganha com toda essa evolução do setor de shopping centers é a sociedade, que passou a contar com mais alternativas, fruto deste período, como as vendas por drive-thru, cinemas drive-in e na manutenção dos mais de 3 milhões de empregos gerados pelo setor.

A conquista é merecida. De maneira responsável todos os empreendimentos se prepararam para o retorno de suas atividades. Em parceria com instituições referência em saúde no Brasil, como o Hospital Sírio-Libanês e a Rede Mater Dei, produzimos protocolos de reabertura para que os shoppings pudessem funcionar preservando a saúde e a segurança de colaboradores e clientes. Nos tornamos mais uma vez referência internacional na forma de cuidar e operar.

Nesse longo caminho que trilhamos, mantivemos diálogo com as autoridades na busca por melhores soluções, de acordo com a realidade de cada região do país, visando minimizar possíveis desalinhamentos entre prefeituras, estados e Governo Federal. Além disso, nos deparamos com o medo da população, natural diante de um vírus sobre o qual se tinha pouca informação. No entanto, conforme as reaberturas foram sendo realizadas, os consumidores perceberam que a limitação do fluxo de pessoas, aliada ao monitorando da entrada e aos procedimentos de higienização reforçados, traria condições seguras dentro deste “novo normal”. O movimento de reaberturas e novos fechamentos trouxe adversidades para lojistas e clientes, mas, mesmo assim, conseguimos superar mais esse obstáculo. Por meio de muito trabalho reconquistamos a confiança da população e mostramos que sim é possível equilibrar saúde e economia. Nos preparamos para uma retomada tranquila.

As vendas têm se recuperado gradualmente desde março. Entre 2/3 e 16/8, o setor de shopping center apresentou uma queda acumulada nas vendas de 61,3%, mas, no início da análise, que trazia o período de 2/3 a 24/5, a perda acumulada era de 68,8%. Além disso, ao compararmos a semana de 10/8 a 16/8 com o período equivalente do mês anterior, observamos um crescimento 32,6% nas vendas. Os dados são do Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), desenvolvido pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce) em conjunto com a Cielo.

Os desafios continuam, já que, mesmo reabertos, muitos shopping centers ainda funcionam com horários restritos. O setor se manterá firme nesta nova fase, com a confiança e a paciência do início, reforçando aos nossos clientes e colaboradores que, mais do que locais seguros para compras e entretenimento, os shopping centers fazem parte da cultura e da história de nosso país.

*Glauco Humai, presidente da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce)

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