A Reforma da Previdência. Sempre

Fátima Bonilha*

25 de janeiro de 2017 | 14h04

previdenciadiv

Muito poderia discorrer sobre as grandes distorções das informações contábeis da Previdência que tem sim um abalo na sua situação financeira, mas este muito mais em decorrência da atual crise econômica e desemprego, do que pelos parcos benefícios pagos aos pobres mortais.

Claro que, além da crise econômica, temos os descompassos de algumas aposentadorias e os desvios financeiros, mas isto é outra história.

Dentro das muitas coisas que me preocupam na reforma anunciada, o que me causa mais assombro é o benefício (pensão) do cônjuge sobrevivente, viúvo ou viúva.

Como assim terá que escolher, podendo ficar com o mais alto????

Se um casal recebia 2 salários mínimos, ele um, a esposa outro, morre um, acabou o pagamento do benefício do cônjuge sobrevivente? E o aluguel será reduzido a metade? O condomínio será? Afinal, no entender do governo, morre um, despesas caem pela metade. Precisamos combinar com os “russos”.

O que uns chamam de melhor idade, não é nem nunca será. As doenças, independente da forma como você se cuida, vêm. A alimentação deve ser melhor e as atividades físicas indispensáveis. Como?

Não esqueçamos que vários idosos não controlam mais suas necessidades físicas e com certeza o Governo não sabe o preço da fralda geriátrica. As que eles fornecem jamais usariam na genitora deles devido à péssima qualidade do material. A burocracia é tão grande para comprar na farmácia popular que é melhor ir ao mercado.

Com esta vergonhosa proposta, em muito pouco tempo teremos, além de uma cracolância de zumbis dependentes das drogas, uma ‘idosolândia’ com velhos zumbis, abandonados, sem teto, sem cuidados. Onde eles pensam que estão para vir com uma proposta dessas?

Nosso país não dá a mínima para os velhos. Não há qualquer amparo à terceira idade, sendo tratados como dejetos humanos.

É tão ou mais importante que esta parte da reforma seja totalmente rechaçada, pois não há como o cônjuge sobrevivente manter-se com 50% do valor do falecido, e se aposentado for, optar entre os benefícios, podendo ficar com o maior.

Enquanto isso, os que não fazem parte desta reforma….

*Fátima Bonilha, advogada, sócia do Esposito Gomes & Bonilha Advogados

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