A pregação de Celso de Mello contra a corrupção

A pregação de Celso de Mello contra a corrupção

Na posse de Cármen Lúcia na Presidência do Supremo Tribunal Federal, com Lula no Plenário, ministro decano da Corte alerta que 'a corrupção traduz um gesto de perversão da ética do poder e de erosão da integridade da ordem jurídica'

Julia Affonso, Mateus Coutinho e Fausto Macedo

12 de setembro de 2016 | 19h30

DUSA8592.JPG BRASILIA BSB DF12 09 2016 POLITICA NACIONAL POSSE CARMEN LUCIA / STF Cerimonia de posse da Ministra Carmen Lucia como Presidente do Supremo Tribunal Federal em Brasilia - na foto o decano da Corte, ministro Celso de Mello discursa, ao lado do Procurador Geral Rodrigo Janot Foto: ANDRE DUSEK / ESTADAO

O decano do STF, ministro Celso de Mello. Foto: ANDRE DUSEK / ESTADÃO

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal, advertiu nesta segunda-feira, 12, que ‘a corrupção traduz um gesto de perversão da ética do poder e de erosão da integridade da ordem jurídica’.

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Na posse da ministra Cármen Lúcia na Presidência da Corte máxima, solenidade assistida por dezenas de autoridades e políticos, entre eles o ex-presidente Lula, o decano enfatizou. “É por essa e por outras razões, senhora presidente, que se impõe repudiar e reprimir – sempre, porém, sob a égide dos princípios que informam o Estado Democrático de Direito e que consagram o regime dos direitos e garantias individuais – todo e qualquer ato de corrupção.”

Em março, Lula caiu no grampo da Operação Lava Jato. Ele dizia a um interlocutor sobre ‘uma Suprema Corte totalmente acovardada’.

‘UMA SUPREMA CORTE TOTALMENTE ACOVARDADA’:

Ao enfatizar a importância da Suprema Corte ‘como garantidora da Constituição e defensora de valores ético-jurídicos necessários à condução do Estado e na garantia de atuação de seus governantes em busca do bem comum’, Celso de Mello rejeitou ‘a prática de formas predatórias e desonestas de exercício do poder, ressaltando o dever de probidade e de comportamento honesto e transparente, que se traduz na essencialidade de juízes e tribunais conscientes de sua missão de promover os valores constitucionais’.

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