A perspectiva do trabalho remoto no Brasil e a influência do setor de soluções B2B

A perspectiva do trabalho remoto no Brasil e a influência do setor de soluções B2B

Eduardo Santos*

22 de julho de 2020 | 05h00

O mercado passa por um momento de transformação, em que empresas de diferentes setores planejam uma reformulação na tradicional estrutura de trabalho, consolidando, definitivamente, o formato de home office no Brasil. Entretanto, para que esta transição ocorra de maneira efetiva, é fundamental que as companhias implementem assertivamente soluções que favoreçam o fluxo de trabalho a distância. E este novo cenário de demandas, claro, impactará diretamente no setor tecnológico de B2B.

Ao projetarmos a influência que o atual momento terá no mercado de ferramentas B2B, é necessário um olhar atento ao que as organizações estão planejando. De acordo com pesquisa realizada pela Robert Half com 353 executivos que atuam no País, a expectativa de 89% dos entrevistados é de que as empresas passem a permitir o home office com mais frequência. Além disso, 73% dos gestores ouvidos têm como objetivo realizar menos reuniões e treinamentos presenciais.

Neste cenário de trabalho remoto, os colaboradores utilizam dispositivos e aplicativos variados para facilitar e otimizar a jornada de trabalho, em atividades como videoconferências, visualização de apresentações e definição de agenda de compromissos. Assim, as organizações precisam estabelecer cinco pilares na busca por soluções B2B: gestão, controle, segurança, produtividade e personalização.

Eduardo Santos. Foto: Acervo pessoal

Uma das principais demandas neste novo contexto está relacionada à gestão de horas dos trabalhadores. Pelo lado do colaborador, é imprescindível o gerenciamento da rotina, buscando o equilíbrio entre atividades pessoais e profissionais. As empresas, por sua vez, devem dispor de uma ferramenta que possibilite a visualização e o acompanhamento de como as horas têm sido utilizadas durante a jornada de trabalho.

Outro ponto fundamental está na necessidade de as organizações proporcionarem estrutura de trabalho adequada para que os colaboradores mantenham a produtividade em casa e tenham a comunicação facilitada, disponibilizando smartphones e tablets, por exemplo. É aqui, inclusive, que há mais um ponto importante de atenção: a segurança em dispositivos móveis.

Com o trabalho remoto, há um fluxo ainda maior de troca de documentos de maneira online, seja uma apresentação ou um e-mail com conteúdo sigiloso, e o smartphone é uma das plataformas utilizadas para o acesso. Por isso, é indispensável que os colaboradores e os responsáveis pelo gerenciamento dos equipamentos estejam atentos aos meios e locais de conexão.

Algumas práticas simples no cotidiano, como ter cautela diante de e-mails de remetentes desconhecidos ou com títulos estranhos, alterar senhas periodicamente, não acessar sites sem certificado de segurança e não utilizar ferramentas não oficiais para desbloqueio de tela são importantes. O principal aspecto, porém, é que as empresas tenham uma plataforma que conte com padrões sólidos de segurança em diferentes camadas, combinando aspectos de hardware e software, como EMM (Enterprise Mobility Management) ou MDM (Mobile Device Management).

Todos esses pontos evidenciam que o período que estamos vivendo traz uma série de desafios para as mais diversas indústrias, mas também proporcionam aprendizados e nos fazem vislumbrar um cenário entusiasmante para o setor B2B, que exercerá papel fundamental nesta transição de modelo de trabalho.

*Eduardo Santos, diretor de B2B e conteúdos e serviços para a área de dispositivos móveis da Samsung Brasil

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