A perícia que Aécio quer nas gravações do caso JBS

A perícia que Aécio quer nas gravações do caso JBS

Em petição ao Instituto Nacional de Criminalistica, braço central de perícias da Polícia Federal, defesa do senador tucano, alvo de inquérito na Corte, apresenta 27 questionamentos sobre gravações que o pegaram supostamente exigindo propina de R$ 2 milhões da JBS

Isadora Peron, de Brasília

25 de maio de 2017 | 18h56

Aécio Neves. Foto: Wilton Júnior/Estadão

 

Em petição ao Instituto Nacional de Criminalística – braço de perícia central da Polícia Federal – o senador Aécio Neves (PSDB/MG) listou 27 questionamentos sobre as gravações que o pegaram supostamente exigindo R$ 2 milhões em propinas do Grupo JBS. O tucano divide o documento em três capítulos – as mídias recebidas pela Procuradoria-Geral da República, os equipamentos utilizados e as gravações em áudio.

Documento

O documento é subscrito pelos advogados do parlamentar, criminalistas Alberto Zacharias Toron, José Eduardo Rangel de Alckmin, Luiza Vasconcelos Oliver e Rodrigo Otávio de Alencastro.

Aécio foi gravado por Joesley Batista, acionista da JBS, durante reunião em um hotel em São Paulo. No encontro, o tucano pediu R$ 2 milhões para o empresário, alegando que precisava do dinheiro para custear despesas com advogados – o senador tornou-se alvo de cinco inquéritos no Supremo com base nas delações de executivos da empreiteira Odebrecht.

O áudio da conversa com Joesley apresenta ruídos e trechos incompreensíveis. Na petição para encaminhamento à perícia da Polícia Federal, os advogados de Aécio querem saber se ‘existem ou não existem supressões, quebras ou mudanças na linearidade dos discursos decorrentes de operação proposital do equipamento ou manipulação da gravação resultante’.

A delação de Joesley provocou a abertura de novo inquérito contra Aécio na Corte máxima. O procurador-geral da República Rodrigo Janot chegou a pedir a prisão preventiva do senador em decorrência de flagrante por crime inafiançável. O ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo, negou o pedido, apenas limitou-se a suspender o mandato do tucano. Janot recorreu e insiste na prisão do senador.

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