‘A mulher deitada’ de Ceschitti, relógios italianos, vinhos portugueses, obras de arte: dê o seu lance no leilão de bens confiscados da corrupção

‘A mulher deitada’ de Ceschitti, relógios italianos, vinhos portugueses, obras de arte: dê o seu lance no leilão de bens confiscados da corrupção

Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas, braço do Ministério da Justiça, põe na praça, a valores convidativos, peças apreendidas de organizações criminosas desmanteladas pela Polícia Federal a partir de ordens da da 7ª Vara Criminal Federal do Rio

Redação

24 de maio de 2021 | 06h00

Fotos: Reprodução

A Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas do Ministério da Justiça e Segurança Pública está leiloando quatro obras de arte, 22 garrafas de vinho e 15 relógios apreendidos em investigações de corrupção e lavagem de dinheiro. Os lances ficam abertos até o dia 31 de maio e variam entre R$ 500 e R$ 280 mil.

Entre os itens apreendidos, há uma escultura de bronze do artista Alfredo Ceschitti, denominada ‘A Mulher Deitada’. O lance mínimo para adquirir a obra é de R$ 50 mil. Ceschitti foi consagrado por assinar obras localizadas em prédios projetados por Oscar Niemeyer: ‘A Justiça’, que fica em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF); ‘O Anjo’, no salão verde da Câmara dos Deputados Federais; ‘As Iaras’, na residência oficial do Presidente da República; e ‘Os Anjos’ e ‘Os Evangelistas’, na Catedral Metropolitana de Brasília.

No leilão, também estão disponíveis: o quadro ‘Ouço vozes que se perderam nas veredas que encontrei’, de Beatriz Milhazes, com lances a partir de R$ 280 mil; o quadro ‘Árvore’, de Gonçalo Ivo, com lances que começam em R$ 80 mil; e o quadro ‘chocolate’, do artista Vik Muniz, com lance a partir de R$ 60 mil.

Além das obras de arte, vão a leilão relógios italianos da marca Panerai e IWC Chronograph Português e lotes das safras 2010 e 2002 do vinho Mouton Rothschild. Os itens que não forem arrematados até o dia 31 terão lances estendidos até o dia 11 de junho, a partir de 80% do valor avaliado pelo mercado.

O leilão é virtual e foi autorizado pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, cujo titular é o juiz Marcelo Bretas, que comanda a Operação Lava Jato fluminense. Entre os itens que são leiloados há alguns que pertenceram ao ex-presidente da Federação do Comércio do Estado do Rio (Fecomércio-RJ), Orlando Diniz, delator da Lava Jato.

Os relógios e vinhos podem ser inspecionados até 28 de maio nos endereços indicados no anúncio disponível na página do leiloeiro oficial. Já os quadros e a escultura, por razões de segurança e conservação, se encontram em galerias de arte e não estão disponíveis para visitação.

Em julho de 2020, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) leiloou 15 diamantes e 5 barras de ouro apreendidos de crimes de lavagem de corrupção envolvendo o ex-governador Sérgio Cabral. O leilão rendeu mais de R$ 4,6 milhões.

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