A integridade dos dados corporativos no trabalho remoto

A integridade dos dados corporativos no trabalho remoto

Com a transição para o home office, líderes e gestores se deparam com uma grande urgência de se manipular dados de forma segura e assertiva

Luiz Marcelo Penha*

20 de abril de 2020 | 05h30

Luiz Marcelo Penha. FOTO: DIVULGAÇÃO

A consolidação dos dados é uma necessidade indispensável para organizações de todos os tamanhos e segmentos. Por trás dos vários motivos que fundamentam esse imediatismo, a chegada da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD) surgia como principal referência para a movimentação do empresariado em relação ao tema. No entanto, a lei, que já era visada para uma postergação e, com a pandemia global de covid-19, apenas teve seu adiamento confirmado pelo Senado Federal, ofereceu espaço para que as empresas mudem sua concepção informacional. A hora, apesar das adversidades, é de se imaginar um cotidiano empresarial no qual os dados são tratados com seu devido valor.

Como o home office entra nesse contexto? O método fora adotado pela grande maioria das companhias nacionais, a fim de minimizar o impacto da quarentena temporária para as atividades de trabalho. Com isso, escancarou-se o protagonismo tecnológico e seu papel auxiliador para os profissionais e colaboradores. Se o momento é de distanciamento, ferramentas e soluções inovadoras são aliadas qualificadas na busca por aproximar e facilitar a resolução de tarefas.

A intersecção entre tecnologia e dados é quase orgânica nesse sentido. Não por acaso, tem sido cada vez mais trabalhada nos últimos anos. Infelizmente, a disseminação de coronavírus colocou o país em estado de emergência, mudando radicalmente a rotina do brasileiro. Para ilustrar a importância de se assegurar a integridade dos dados corporativos, preparei um artigo completo sobre o assunto. Acompanhe!

Perigo cibernético é iminente e requer atenção

Em contrapartida à segurança e privacidade das informações compartilhadas pelas companhias, ataques criminosos que visam os dados cresceram exponencialmente no Brasil. Em um levantamento realizado pela Fortinet Threat Intelligence Insider Latin America sobre o quadro em 2019, indicou-se o registro de cerca de 24 bilhões de tentativas de ataques cibernéticos, formalizando uma média de 65 milhões de tentativas ao dia.

A quantidade é, de fato, assustadora, e escancara uma lacuna pouco preenchida pelas organizações, que devem se interessar pelo destino dos dados que possuem. Os prejuízos da falta de proteção são inimagináveis e colocam em cheque o futuro de qualquer negócio. Com a aplicação prática da LGPD, o descuido com informações pode resultar em sanções e multas milionárias. Transparência, consentimento e segurança são itens indispensáveis para o gestor responsável, fundamentais para evitar imprevistos pesados.

Dados são aditivos de valor

Em um momento tão instável e delicado para todos, não é aconselhável utilizar de um objeto capaz de otimizar operações e agilizar os processos, mesmo que remotamente? São nas situações desfavoráveis que a tomada de decisão deve surtir maior efeito, principalmente sob a ótica de um mercado extremamente fragilizado. O espaço para erros críticos é enxuto, e contar com informações consolidadas sobre o melhor caminho a seguir é um componente que não se pode ignorar.

Ainda é difícil estabelecer projeções concretas sobre os próximos meses e apontar a diminuição do contágio do vírus, restando a conscientização e a priorização do bem-estar das pessoas como princípios inquestionáveis. Dito isso, para lidar com esse período conturbado, líderes devem aproveitar de insumos e ferramentas assertivas. Novamente, a tecnologia atuará como suporte para que resultados melhores sejam obtidos. Isso nos leva ao próximo e último tópico.

Digitalização é alternativa segura

A análise de documentos de identificação, por exemplo, é uma prática comum entre empresas de diversos segmentos. Sua importância vai além do que se compreende sobre trânsito de informações, afinal, tratam-se de dados pessoais cuja sensibilidade para a lei é muito maior. Nenhuma taxa de falha crítica é aceitável. Atividades manuais foram eficientes em outros tempos, mas com a presença de plataformas de onboarding digital, é possível adotar uma nova perspectiva operacional.

Classificação e análise precisa de documentações, com redução de tempo e consequentemente, diminuição de custos, são características positivas que justificam a implementação tecnológica. Os profissionais, redirecionados para tarefas mais complexas, que exigem um nível de subjetividade cuja máquina não proporciona, serão valorizados; e a segurança, ponto de atenção de qualquer gestor, será respaldada pela solidez da automação.

Para extrair o que há de mais relevante de dados, é necessário contar com as ferramentas certas, sem deixar a integridade dessas informações em segundo plano. Como sua empresa está lidando com o assunto? Participe do debate e faça essa reflexão!

*Luiz Marcelo Penha é co-founder e COO da Nextcode

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