A influência do Wi-Fi na forma como nos relacionamos – e o que os próximos anos nos reservam

A influência do Wi-Fi na forma como nos relacionamos – e o que os próximos anos nos reservam

Marcello Liviero*

23 de julho de 2021 | 03h00

Marcello Liviero. FOTO: DIVULGAÇÃO

“Um dia teremos, em nossas casas, computadores conectados a enormes bibliotecas. E poderemos fazer qualquer pergunta e obter respostas”. A citação foi feita pelo escritor de ficção científica Isaac Asimov, em 1987, e descreve um esboço do que viria a ser a internet do século 21. Hoje, temos acesso a um volume imenso de informação e, com o advento do Wi-Fi nos anos 90, o acesso à internet está cada vez mais constante em nossas vidas.

Dados divulgados pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) mostram que 82,7% das casas no país possuíam acesso à internet em 2019 – em 2018 este número era de 79,1%. E ao pararmos para observar o momento em que vivemos, onde o EaD e o home-office vieram para ficar, é importante que nos questionemos: de que forma o Wi-Fi permite (e molda) a forma como nos conectamos com o mundo?

A FIA Employee Experience, pesquisa recém-divulgada pela Fundação Instituto de Administração (FIA), mostrou que 90% das empresas instauraram medidas de trabalho remoto entre seus empregados desde o início da quarentena em 2020. De repente, videochamadas suportadas pela conexão sem fio adentraram nossos cotidianos e passaram a guiar nossos relacionamentos, muitas vezes sendo a única forma de torná-los possíveis. Naturalmente, soluções de conectividade Wi-Fi se mostraram necessárias para que as relações profissionais e pessoais ganhassem vida. Com isso em mente, é necessário que nós, com o apoio de iniciativas públicas, desenvolvamos maneiras de democratizar o acesso à internet, principalmente daqueles em estado de vulnerabilidade social.

O programa Wi-Fi Brasil, idealizado pelo Ministério das Comunicações em parceria com a Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebras), é um exemplo disso. A iniciativa visa conectar todas as localidades do país – inclusive a rural, que hoje passa por um déficit na conexão – até 2028, fazendo com que o território nacional por completo tenha acesso à internet. Desta forma, mesmo que a passos largos, estamos caminhando para a democratização do Wi-Fi e, consequentemente, da educação, comunicação e pilares essenciais para a participação ativa de toda população na sociedade.

É seguro dizermos que a conexão virtual chegou para que possamos elevar as conexões interpessoais a um nível jamais imaginado. Esse é o momento de fazermos um panorama geral do Wi-Fi, entender seu impacto em nossas vidas e olhar para os próximos passos da tecnologia. Afinal, ficou claro que ela já conduz a maneira como nos comunicamos, experienciamos e existimos.

*Marcello Liviero, diretor comercial da TP-Link Brasil

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