A influência das redes sociais na saúde física e mental

A influência das redes sociais na saúde física e mental

Eduardo Sucupira*

17 de novembro de 2021 | 04h00

Eduardo Sucupira. FOTO: DIVULGAÇÃO

O crescimento da influência desordenada das redes sociais, sem qualquer regulação ética, contribui para a devastação da informação de boa qualidade. Na área da saúde esse compartilhamento de informação merece atenção. Profissionais qualificados são aqueles que não transigem com a ética. Frear solicitações inadequadas que incorreriam em prejuízo ao pacientes é um dos limites éticos sagrados. Os pacientes são terrivelmente influenciados pela avalanche de informação nas redes sociais.

Cercar-se de cuidados ao escolher o profissional é a principal atitude para a sua proteção. Ao procurar por qualquer procedimento cirúrgico estético, é imperativo que o faça por um profissional qualificado da área, ou seja um cirurgião plástico, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, que pode ser identificado junto ao website www.cirurgiaplastica.org.br . Nas mãos de profissionais qualificados, sem conflito de interesses, as queixas com a imagem corporal, incômodos, insatisfações serão estudadas e, assim, os procedimentos serão adequadamente recomendados.

A medicina encontra-se em um momento de intensa mudança. Em adaptação para as facilidades e as dificuldades do mundo virtual. A cirurgia plástica já está vivendo um estágio pós-pandemia. Verifica-se uma procura incessante e um desejo claro pela busca do sentir-se melhor, mais atraente, mais confiante e mais identificado com o seu gênero. Sentir-se melhor fisicamente e com a própria aparência passa a ser uma prioridade cada vez mais evidente. Esse novo “status” deve ser delicadamente compreendido para que essa tendência não seja um caminho para exageros e disfunções.

Os limites éticos para a cirurgia plástica são os mesmos limites para a medicina. Alguns princípios hipocráticos como a relação médico-paciente, alicerçada no sentimento de confiança, a não-maleficência e a beneficência, e o sigilo, foram preservados ao longo da história e estão presentes até hoje nos códigos contemporâneos. De fato, o juramento hipocrático é considerado até hoje um patrimônio da humanidade, por seu elevado sentido moral.

De qualquer forma, os preceitos básicos como a qualificação, a empatia, a humanidade, o respeito, a ética e a técnica, continuarão prevalecendo como a base da cirurgia plástica.

*Eduardo Sucupira, cirurgião plástico. Especialista e membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Membro titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC) e da International Society Of Aesthetic Plastic Surgery (Isaps). Membro internacional da American Society For Aesthetic Plastic Surgery (Asaps)

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