A importância dos infoprodutores para a educação da nova geração

A importância dos infoprodutores para a educação da nova geração

Fernando Franco*

29 de agosto de 2021 | 04h00

Fernando Franco. FOTO: DIVULGAÇÃO

Para quem nasceu antes dos anos 1990, adquirir uma informação precisa, especialmente em nível escolar, não era tarefa muito simples. Naquele tempo, não tão distante, os principais meios de pesquisa eram os livros (físicos), jornais e a cobiçada enciclopédia Barsa. Composta por 18 volumes e 10.000 páginas, a Barsa era “o Google” dos dias atuais: continha informação sobre uma série de assuntos, de praticamente todos os lugares do mundo. Entretanto, para ter acesso à ela era necessário fazer um investimento razoável, pois o custo não era lá muito atrativo.

O tempo passou e a forma de adquirir conhecimento evoluiu. Não é preciso explicar que, nos dias atuais, há inúmeras ferramentas de pesquisa e milhares de vídeos com conteúdos educativos, destinados para iniciantes e/ou experts que, para serem acessados, necessitam apenas de um toque no aparelho celular ou de um computador conectado à internet.

Entretanto, não foi apenas a forma de acessar as informações que mudou. A maneira de ensinar também. Um exemplo disso é o infoprodutor, uma espécie de professor do futuro, que obtém conhecimentos capazes de resolver problemas de outras pessoas. São pessoas que produzem conteúdos e os disponibilizam para compra na internet.

Um dos diferenciais é que todos os produtos são digitais: e-books, cursos onlines, podcasts, são alguns exemplos. Vale ressaltar que, diferentemente dos cursos de educação à distância (EAD), o infoprodutor não precisa de formação acadêmica para disponibilizar e comercializar seus conhecimentos. Ele apresenta o que sabe de maneira prática, sem a necessidade de embasamento teórico ou científico.

Diante do constante avanço tecnológico, esses conteúdos se tornam ferramentas acessíveis de atualização, capazes de fomentar um mercado de trabalho ainda mais abrangente e promissor: possibilitam aprender desde como montar uma estante de livros até sobre como desenvolver uma boa gestão empresarial.

Levando em consideração que a internet é a principal fonte de pesquisa e informação no mundo, é natural que os infoprodutos sejam espécies de catalisadores do conhecimento e, por que não, da educação. Uma vez que os cursos profissionalizantes, em alguns casos, possuem custo relativamente elevado, o conteúdo desenvolvido pelos infoprodutores se torna importante fonte de aprendizado e, sem sombra de dúvidas, em breve, se tornará também um dos principais meios de profissionalização.

Prova disso são os dados divulgados recentemente que revelam que, durante a pandemia, a procura por cursos onlines teve um aumento de 130%. A praticidade e comodidade estão entre os fatores que influenciaram esse crescimento. Além disso, de acordo com a Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm), os clubes de assinatura registraram um aumento de 167%, apenas nos últimos 4 anos. São, justamente, nesses espaços digitais que grande parte dos infoprodutos é comercializada.

Porém, para fazer sucesso no ramo, é fundamental que o infoprodutor alie a tecnologia com conteúdos de qualidade, especialmente pela quantidade de ofertas similares disponíveis ao consumidor. Nesse sentido, oferecer um produto que realmente faça a diferença no dia a dia dos usuários, será, justamente, o diferencial.

Obviamente, as escolas e universidades são fundamentais, mas não há como negar que as novas formas de expandir o conhecimento estão cada vez mais intrínsecas em nosso cotidiano. Até pouco tempo, o infoprodutor era a profissão do futuro. Entretanto, o futuro já chegou!

*Fernando Franco, CEO e fundador da Provi

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