A importância do líder positivo neste momento tão desafiador

A importância do líder positivo neste momento tão desafiador

Renata Rivetti*

22 de maio de 2021 | 05h00

Renata Rivetti. FOTO: FLAVIO TEPERMAN

Quais características fazem um líder positivo? É possível obtê-las? E por que elas são tão importantes para esse momento tão desafiador que estamos vivendo?

Primeiro, é importante entender a real influência da liderança na equipe. O estudo da neurociência descobriu os neurônios-espelho, que comprovam que as emoções e ações dos líderes atuam de forma direta e relevante na equipe.

A professora e doutora da Universidade de Miami, Marie Dasborough, analisou dois grupos enquanto recebiam feedbacks positivos e negativos de seus gestores.

O primeiro grupo recebeu um feedback negativo, porém, realizado de uma forma empática, na qual o gestor sorria e se conectava através de movimentos sutis e agradáveis. Já o segundo recebeu um feedback positivo, porém, de forma agressiva e crítica, com a famosa “cara fechada” e nervosismo. E depois dos feedbacks foram realizadas sessões para comparar o estado emocional dos dois grupos.

A conclusão foi importante para comprovar o papel da liderança e também a sua influência na equipe. O 1º grupo, apesar do feedback negativo, se sentiu melhor do que o 2º, que recebeu o retorno positivo de forma crítica. E isso foi relevante para o emocional da equipe, que também se sentiu mais motivada e engajada. O que mostra que o tom e a forma de se comunicar com os colaboradores é até mais importante do que o conteúdo em si.

Essa pesquisa concluiu, de forma científica, algo que parece óbvio, mas que nem sempre é feito na prática. Líderes mais empáticos conseguem obter o melhor de sua equipe.

E isso não significa que eles sejam passivos, que aceitam qualquer resultado. Mas sim que, uma atuação de forma empática consegue fazer mais cobranças e exigências do que um líder autoritário, e ainda gera mais motivação e empenho nos times.

Dito isso, vale dizer que todos podem se tornar líderes positivos, mas certamente é preciso ter autoconhecimento, além de técnicas e ferramentas certas de atuação. E com isso, além de criarmos ambientes mais positivos, podemos engajar melhor nossa equipe e atingir os melhores resultados.

É um mundo ideal de “win-win” (ganho-ganho, em português), certo? Então o que está faltando para que as empresas façam investimentos em suas lideranças? Fica a reflexão.

*Renata Rivetti, diretora e fundadora da Reconnect | Happiness At Work

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