A importância da tecnologia para a central de material e esterilização

A importância da tecnologia para a central de material e esterilização

Leonardo Suzart*

20 de julho de 2021 | 03h00

Leonardo Suzart. FOTO: DIVULGAÇÃO

Desde o início da pandemia, as principais recomendações que escutamos são de lavar as mãos e higienizar ambientes, tudo para evitar a proliferação da Covid-19. No ambiente hospitalar essa prática já é muito comum, principalmente, devido ao risco de infecção relacionada à assistência à saúde (IRAS).

Segundo o Ministério da Saúde, somente em 2019, as IRAS atingiram 14% das internações no Brasil. Diante disso, o Centro de Material e Esterilização tornou-se ainda mais essencial na prevenção com o controle de produtos para saúde críticos, como os dispositivos médicos e soluções injetáveis que devem ser livres de microrganismos ao serem usados. Além disso, existem outras áreas críticas que oferecem riscos de infecções, como as salas de operação e unidade de tratamento intensivo.

Quando falamos de tecnologias para desinfecção de produtos para saúde semicríticos, no mercado, existem sistemas que automatizam a lavagem e o ciclo de desinfecção de alto nível de endoscópios flexíveis. Esse tipo de maquinário aumenta a produtividade e melhora a conformidade. No segmento de esterilização, o processo tecnológico utilizando gás plasma de peróxido de hidrogênio tem bastante destaque, pois é um método inovador e, atrelado com sistemas automatizados, consegue trazer segurança, tanto para o paciente, como para equipe médica. Vale ressaltar que, este tipo de processo tecnológico faz a esterilização a baixa temperatura, ser a única indicada para os casos de cirurgias robóticas.

Mais do que isso, as aplicações que contém uma inteligência artificial tendem a melhorar ainda mais o sistema de saúde, pois oferecem uma oportunidade única para que a maioria dos dados sejam analisados, permitindo que a saúde em geral faça-se mais preditiva e precisa.

Dentro desse cenário tecnológico na área da saúde é preciso destacar também a “Internet das Coisas” na medicina. Assim como a inteligência artificial, a IoT pode gerar uma grande quantidade de dados e permitir o rastreamento de informações. Um exemplo muito importante nesse momento que vivemos, é que através dessa nova tecnologia, existem sistemas que, acoplados aos dispositivos conectados, avaliam por exemplo, se as mãos de profissionais da área da saúde estão com as mãos infectadas ou não. Isso auxilia também na não ocorrência de possíveis infecções hospitalares.

Essa integração de informações também pode ser vista no rastreamento dos instrumentais, na qual é um processo que registra dados como, data, lote, quantidade, destino e usuário. Desta forma é possível acompanhar todas as etapas do processo, desde a limpeza até o seu uso. Um processo de rastreabilidade bem executado pode oferecer ao hospital a garantia de que todas as diretrizes de metodologia, como limpeza, desinfecção, preparo e esterilização, foram feitas de acordo com regras previamente estabelecidas por um conselho. Fora isso, este tipo de controle auxilia nas estatísticas de consumo e controle de estoque, evitando possíveis solicitações desnecessárias, além de gastos com materiais poucos utilizados.

Concluímos assim, que as novas tecnologias, como a inteligência artificial e a IoT são extremamente importantes e beneficiam o sistema de saúde, além de auxiliar os pacientes por meio de equipamentos médicos que monitoram e enviam mensagens à equipe de enfermagem ou especialistas de plantão quando necessário. As novas soluções são fundamentais em todos os departamentos de um hospital.

Outro bom exemplo, é a aplicação da telemedicina no dia a dia do paciente e do médico, criada a partir do uso de tecnologias da informação e a comunicação.

Certamente, podemos afirmar que as novas tecnologias nos abrem uma nova perspectiva para que o sistema de saúde fique cada vez mais distante das infecções hospitalares.

*Leonardo Suzart, é Country Manager da Advanced Sterilization Products Brasil

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