A importância da inteligência emocional para os novos agentes públicos

A importância da inteligência emocional para os novos agentes públicos

Osmar Bria*

10 de janeiro de 2021 | 05h30

Osmar Bria. FOTO: DIVULGAÇÃO

Com o fim das eleições municipais, os candidatos que vão assumir seu primeiro mandato terão o desafio de encarar a vida pública sem perder a confiança da população. A inteligência emocional pode ser uma das chaves para atingir esse objetivo. O agente público, seja ele eleito, concursado ou em um cargo de confiança, é justamente aquele que faz a interação entre o poder público e a população.

A inteligência emocional vem ocupando muito espaço nos principais ambientes profissionais mundo afora. Aqui no Brasil ainda existe uma certa resistência a essa avaliação, já que é normal rejeitar algo sobre o qual não há muita informação disponível ou acessível para todos. 

Nos Estados Unidos e na Europa, a inteligência emocional é encarada como o diferencial para uma carreira de sucesso. O pensamento nos países mais desenvolvidos do mundo leva em consideração a boa técnica como condição para exercer determinada função. Porém é o comportamento eficaz que produz os resultados esperados e realmente conduz o profissional ao crescimento em sua carreira.

Muitas ferramentas de avaliação estão disponíveis para medir as principais competências comportamentais dos colaboradores. Desta forma, o profissional pode ser aproveitado de acordo com as próprias características. Obviamente quanto mais aptidão social ele tem dentro das tarefas que realiza, maior será o desempenho e, consequentemente, o resultado geral de toda a equipe de trabalho.

Os gestores, sejam eles prefeitos, governadores, secretários municipais, estaduais, ministros de estado, presidentes de autarquias, ou até mesmo o presidente da República, por diversas vezes privilegiam o conhecimento técnico no momento das indicações para os principais cargos. É recorrente encontrar a seguinte declaração: “meu secretariado será técnico”. Foi plantado no inconsciente da opinião pública que isso significa boa gestão em todos os sentidos. Para começar a desmistificar essa afirmação, é preciso deixar claro que boa conduta ética não tem nenhuma correlação com a parte técnica. Então, um secretário dito como técnico e um não técnico têm as mesmas chances de se corromper. É necessário um equilíbrio entre as duas partes.

O desenvolvimento de liderança e o trabalho em equipe, por exemplo, são algumas necessidades básicas dos gestores ou colaboradores do poder público. Encaixar os propósitos individuais nos objetivos da equipe e cuidar do desenvolvimento comportamental de todos é o verdadeiro “pulo do gato” para esses agentes terem sucesso em sua nova jornada.

*Osmar Bria é autor dos livros A Fórmula do Voto e Mulher, Emoção e Voto. Realiza treinamentos com partidos e candidatos de todo o País

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