A importância competitiva da transformação digital

A importância competitiva da transformação digital

Tushar Parikh*

12 de novembro de 2021 | 04h30

Tushar Parikh. FOTO: DIVULGAÇÃO

Nos últimos anos, as empresas precisaram investir em tecnologia e inovação para continuar operando em um cenário desafiador. Com base na pesquisa “Onde, como e com o quê líderes competirão na nova década: descobertas do Estudo de Liderança Global TCS 2021” (https://www.tcs.com/perspectives/ceo), podemos observar diferenças nas estratégias digitais das empresas líderes de mercado em relação às que seguem as tendências do mercado.

Acompanhando as movimentações das equipes de gerenciamento em todo o mundo, numa visão pós-pandemia, as organizações estão alcançando um equilíbrio entre inovação e otimização em quatro áreas – estratégias digitais, serviços digitais, formas digitais de conduzir negócios e abordagens de liderança. No Brasil, mesmo com o crescimento maciço das oportunidades digitais, a maioria das empresas ainda não considera totalmente essa quantidade de inovação dentro dessas áreas, que será imprescindível para competir nos próximos anos.

De acordo com a pesquisa, 75% dos executivos brasileiros acreditam que a maior competição virá de fora da indústria tradicional, com 32% de menções à empresas digitais. Um impacto da chegada das empresas digitais que já pode ser visto é uma busca cada vez maior pela automatização, em especial nas interações de marketing e pós-venda com os clientes, em que o Brasil se destaca à frente dos executivos de todos os outros países.

Nesse cenário de transformação digital, 43% das lideranças de empresas nacionais acreditam que grande parte da receita virá de novos produtos e serviços que ainda não são comercializados, incluindo produtos puramente digitais. Apesar de não investirem o necessário, isso representa que há uma consciência sobre a necessidade de inovar para oferecer soluções que atendam às demandas dos consumidores.

Essa interação com os clientes ainda é um ponto deficitário das empresas brasileiras em relação as organizações globais, que recorrem aos dados dos consumidores como principal fonte de ideias inovadoras. No Brasil, as empresas têm 9% menos probabilidade de priorizar essa fonte. Vemos uma valorização maior nos colaboradores como fonte de ideias, como recompensas a funcionários criativos e reconhecimento interno.

Outro fator que separa as empresas brasileiras é a avaliação de fatores políticos, fiscais e regulatórios ao decidir onde competir nos próximos anos. A preocupação com esse cenário chega a ser maior do que o próprio tamanho do mercado, sustentabilidade e a relevância das capacidades de marketing da empresa.

Com a pandemia, as empresas voltaram os investimentos para aprimorar o que já é oferecido pelas organizações, consolidando sua presença no mercado em um cenário desafiador. Com a retomada da economia, e um novo perfil de consumidores moldado durante a pandemia, as empresas que conseguirem perceber a necessidade de inovar durante este cenário de transformação digital terão uma grande vantagem no mercado.

*Tushar Parikh, Country Head – Brasil & Head de Bancos, Serviços Financeiros e Seguros para América Latina na TCS (Tata Consultancy Services)

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