A graça de Barroso a Zé Dirceu

A graça de Barroso a Zé Dirceu

Leia a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal que anistiou o ex-chefe da Casa Civil e extinguiu a pena a ele imposta no Mensalão, de 7 anos e onze meses de reclusão por corrupção ativa

Beatriz Bulla, de Brasília

18 de outubro de 2016 | 04h30

montagembarrosodirceu

Em 19 páginas, o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, expôs seus argumentos e fundamentos para dar perdão a José Dirceu, condenado no mensalão a 7 anos e onze meses de reclusão pelo crime de corrupção ativa.

Documento

Ex-ministro-chefe da Casa Civil de Lula, Zé Dirceu foi anistiado nos autos da Ação Penal 470 por um detalhe – os crimes pelos quais foi condenado a 20 anos e dez meses de cadeia em outro processo, na Lava Jato, ocorreram antes do início do cumprimento da pena a ele imposta no mensalão.

Pesou na decisão de Barroso a informação enviada ao Supremo pelo juiz federal Sérgio Moro, símbolo da Lava Jato e algoz dos principais protagonistas do esquema de corrupção instalado na Petrobrás entre 2004 e 2014.

O documento subscrito por Moro mostra que o ex-ministro da Casa Civil teria cometido crimes enquadrados na Lava Jato até 13 de novembro de 2013, dois dias antes de ser preso no Mensalão.
Apesar da graça recebida no Mensalão, Zé Dirceu vai continuar preso – na cadeia da Lava Jato.

Notícias relacionadas